domingo, 4 de dezembro de 2011

terça-feira, 13 de setembro de 2011

terça-feira, 17 de maio de 2011

Amanhecera

Amanhecera...

Era bom finalmente enxergar a luz do dia lá fora depois de uma noite inteira sem pregar os olhos: a noite havia passado como uma lesma correndo uma maratona de 200 km. Aquele iria ser um dia de cão, muita coisa a se fazer, muita coisa pra consertar, muita gente para se desculpar; os últimos dias não haviam sido fáceis, cada dia vivido como se fosse o último, muita dor, muito arrependimento. A vida tinha que continuar; uma nova vida amanhecera junto àquele dia.

Sônia tratou de se levantar e correr para não perder o horário, saiu de pressa como se soubesse o que lhe esperaria, como se estivesse a fim de sentir aquele prazer o quanto antes, mal esperava chegar a sua hora, seria tão confortante quanto dormir uma noite inteira depois de um dia de trabalho. Entrou em seu carro, enfiou a chave na ignição e se libertou: som alto e o mundo já não mais existia, nada daquilo era real, só aquele momento era real, aquela sensação deliciosa do vento batendo em seus cabelos e ouvindo a música mais relaxante impossível. A vida passou a ser prazerosa para ela naqueles 32 minutos de viajem até o seu destino final.

A cor cinza daquele céu imundo e triste era de fazer uma pessoa ficar de mal humor por pelo menos 5 horas seguidas, já era o bastante para estragar qualquer esboço de um dia menos pior. Talvez aquele cinza estivesse prevendo a tempestade que viria alguns minutos dali em frente. O tom cinza é aquele que tira a vida de tudo, aquele que faz o preto parecer uma cor amigável; o cinza é como se fosse um branco disfarçado, um branco do mal; quanto ao preto, ele é só o preto e nada mais, não quer enganar ninguém, não quer ser outra cor. O cinza é a cor do medo, da fumaça, da poluição; o cinza é a cor mais cruel de todas.

Caminhar era uma terapia incondicionalmente imperdível naquele momento, sem aquela caminhada matinal, Sônia provavelmente passaria o resto do dia com o mesmo humor que o de Lúcifer ao ser expulso do céu. Era mais um momento perfeito e relaxante em sua vida; pena que ela nunca tenha dado valor aos pequenos momentos. Ela não imaginava que essas tão pequenas coisas influenciariam o resto do seu dia, ou melhor, da sua vida; não imaginava que ao caminhar, estaria tão desligada que passaria em frente a um ônibus à uma velocidade inacreditavelmente alta e a faria dormir por muito mais tempo do que ela havia planejado para à noite no começo do dia.

A morte para ela naquele momento era como um doce beijo das trevas, como se ela pudesse finalmente voar para bem longe de tudo aquilo, todos aqueles problemas cotidianos ir-se-iam embora para sempre, juntamente com toda a esperança de que um dia a vida poderia ser melhor. Finalmente, depois de três tentativas de suicídio nos últimos cinco meses, ela podia sorrir aliviadamente junto com o cinza do céu, que gargalhava ironicamente por toda aquela situação. Aquela sinfonia das gargalhadas irônicas infestavam o chão ensanguentado onde jazia Sônia e sua esperança de um novo amanhecer, ambos mortos.

Selo: Esse Blog Me Faz Flutuar

Esse selo eu recebi da jovem escritora Bruna, do blog Contos & Mistérios...

Como é de praste, sempre rola umas regrinhas ao receber um selo... Eis as regras:

01. RESPONDA: Se você fosse uma bolha de sabão, onde você estouraria?
Pra lá de onde o vento faz a curva...


02. RESPONDA: Se você pudesse voltar no tempo para mudar algo que aconteceu com você o que mudaria?
Eu daria um tapa na minha própria cara antes que eu queimasse a fonte do Xbox 360 do meu cunhado... rsrs...


03. RESPONDA: Se você fosse uma cor, que cor seria? Por quê?
Cinza. O falso preto, o quase branco, que na verdade é o mistério da beleza dos temporais.


04. Repassar para 5 blogs que te fazem flutuar:
Apenas Mais Um No Meio Da Multidão
Blog Do Emanuel Ferreira
Meramente Algo Mutável
Nada Que Acontece
Grupo Mãos


05. Avisar a cada blogueiro o ganho do selinho

sábado, 23 de abril de 2011

Luz

A luz me chama. Sua luminosidade é tão fresca que me lembra a luz do sol em um dia quente de verão. A energia me procura, e me implora para segui-la, para ser o seu súdito: o súdito da luz que me ilumina a cada instante nessa longa escuridão.

O mundo é frio, mas a luz me esquenta; faz com que eu queira mais e mais entrar em sua sintonia, em seu campo magnético, que me procura a cada vez mais. Andando e andando, eu posso chegar até o destino da luz e me concentrar em coisas jamais concentradas em um ambiente natural de minha vida. Quando eu chegar na luz, meus problemas serão apenas coisas supérfluas, coisas que não fazem sentido serem chamados de problemas, porque a força da luz que me procura é tão única e tão verdadeira, que me faz acreditar na vida, acreditar que tudo aqui é tátil, tudo aqui é possível, tudo aqui faz parte da minha vida, e eu posso conseguir tudo aquilo que eu procuro.

Eu procuro a luz, mas é ela que quer me encontrar. Cada passo em sua direção, é um passo a menos na escuridão. Caminhando e caminhando, caminhando e caminhando... Caminhando... Sem nada na cabeça a não ser a vontade de chegar até a iluminação da minha alma, onde eu possa encontrar a mim mesmo, o meu verdadeiro eu, pousado naquela linda claridão, onde os meus pesadelos temem, e o mal não pode chegar. Eis a minha claridão!

terça-feira, 5 de abril de 2011

O Autor Do Submundo

O Autor do Submundo escreve o destino dos mortos e critica a beleza das paisagens noturnas.

Não foi ele quem fez o destino, ele apenas o escreveu; sua crítica é algo passional à sua forma de viver, na verdade, vive pela crítica, em função dela. Encara o mundo com olhos de cobra, porque quem pisca perde um segundo de tempo, que é mais do que o necessário para poder enxergar o que muitos não conseguem ver. Um segundo dura muito pouco para aqueles que não sabem viver, mas dura o quanto for necessário para que muitos possam enxergar a vida passar diante de seus olhos.

A dura e fria realidade de um submundo injusto é algo a ser discutido, o Autor do Submundo precisa estar em todos os lugares ao mesmo tempo para poder varrer as ideologias tolas de pessoas com a cabeça tão vazia como um pedaço de madeira. Pessoas que neste contexto em que o mundo está atualmente não mais sabem raciocinar, não sabem questionar, nem se quer sabem ouvir direito o que muitos querem lhe explicar; parecem mais máquinas sem sentimento, robores programados para viver uma vida normal, drástica - no caso do submundo - e em função de donos, que mandarão nessas pessoas como se elas fossem propriedades suas.

Não é preciso acreditar em um ser superior para poder ser uma pessoa melhor, que ajuda a outra, que se sacrifica para poder ser compreendida, para poder passar seus sentimentos e conhecimentos; não é preciso crêr, basta querer fazer deste mundo algo mais confortável e confiante de se viver.

O Autor do Submundo às vezes não dorme de preocupado com a vida, não sabe o que é preciso ser feito para mudar a mente de quem não sabe amar, não gosta de ver pessoas maltratando o planeta, não consegue compreender o que se passa na cabeça de um sujeito que diz que Deus lhe dará o que precisa e que não vai se preocupar com nada.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Monólogo Sobre A Incerteza Da Vida

Quem sou eu? O que eu estou fazendo aqui? O que vocês estão fazendo aqui? Essa é uma questão que nem mesmo DEUS poderá nos responder... Eu queria me encontrar com DEUS, talvez ELE me dissesse como devo proceder, ou como agir, mas como eu quero encontrar o meu próprio caminho, encontrar o meu próprio “destino”, seria sem graça “trapacear” com a ajuda de DEUS... Seria legal uma ajuda, mas, com certeza, eu não gostaria de ser melhor do que aqueles que estão passando fome e pedem a DEUS todos os dias por ALIMENTO, e ele não os dá... Como compreender tal coisa? Como acreditar que existe uma força tão poderosa, se ela só dá ajuda a quem ela acredita “merecer”; como eu mereço? Como posso eu merecer ter a vida que eu tenho? Como medir isso? Como segurar tal especulação e não deixá-la escorregar como sabão? Eu gostaria de mastigá-la, assim eu sentiria o sabor da hipocrisia, que deve ser até docinho...

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Passageiro

... Pra começar quero falar do roxo das montanhas, que é tão claro quanto a lavanda das plantas, onde serão plantadas coisas materiais de vidas passadas, mas que não me importa saber o que foi dito antes, porque o sentido está no antagônico, e não no excêntrico...

Resumindo, dê-me uma faca, que eu saberei como usá-la! Do contrário, enforque a si mesmo e seja eterno!

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Nota #89

Estou perdido...






















Calma aí... Quando foi que eu me encontrei???











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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Tom Cinza-Oito

O cinza é o tom mais cruel de todas as cores: aquele que tira a vida de tudo, aquele que faz o preto parecer uma cor amigável; o cinza é como se fosse um branco disfarçado, um branco do mal; quanto ao preto, ele é só o preto e nada mais, não quer enganar ninguém, não quer ser outra cor. O cinza é a cor do medo, da fumaça, da poluição. Não existe preto e branco, existe tons de cinza.

Talvez seja bom falar de coisas tristes, falar de coisas trágicas, ser violentamente crítico e afiado como uma bala de prata. Coisas tristes não me assustam, eu moro no Brasil! Não conheço muitas pessoas que se deem ao trabalho de criticar as coisas, elas simplesmente engolem a palo seco e não viram a cabeça para olhar para trás, deixam tudo como está, elas não têm força para mudar, então é mais fácil manter.

Manter... Essa palavra trás uma sensação estranha de fraqueza ou resistência à mudança, mas também dá uma sensação de segurança, se está mantido, está bem, está estável.

O cinza trás a sensação da derrota, do futuro despedaçado, do apocalipse... Isso o torna forte, o torna firme, o torna temido. Essa força inversa, força que trás a sensação de desespero, pode ser a mesma força que dá energia aos fracos e oprimidos, uma vez que a superação só é obtida através da negação e do medo.

A vida nos trás muitos medos, medos esses que devem ser superados com a mesma intensidade da negatividade transformada em superação. A superação é o que nos faz realizados, a superação nos dá a energia da fé e da força de vontade. Amém...

domingo, 8 de agosto de 2010

O Autor Do Submundo evoluiu para TOM CINZA-OITO!

Olá a todos, seguidores, ou não, venho lhes informar que o blog antes denominado O Autor Do Submundo evoluiu, hoje, para O TOM CINZA-OITO. Há algum tempo que eu venho tendo essa ideia, mas só hoje fui colocá-la em prática; O domínio do blog continuará sendo o mesmo, não sei se valeria, à essa altura do campeonato, mudá-lo; talvez daqui algum tempo... Agora, não...

Então, sintam-se à vontade!

Até a próxima postagem!

sábado, 31 de julho de 2010

A Queda

Hoje eu acordei com vontade de voar, vontade de subir no maior abismo dessa vida, de forma que eu pudesse ver o planeta inteiro de lá de cima. A experiência seria a mais rica de todas: sentir o vento mais forte que as garras da morte, sentir o perigo a pairar sobre o meu peito, sentir a vida como nunca senti antes, sentir o mundo como nunca senti antes, sentir a força da gravidade me puxando e me querendo, implorando para que eu me jogue de lá de cima e seja puxado por ela com toda intensidade que ela pudesse colocar, eu iria sentir, sentir, sentir, sentir!

Como a vida é engraçada, o perigo nos faz bem, ele é um mal prazeroso, de certa forma; sentir o perigo azunhar o seu corpo como se fosse desenhar uma tatooagem, sangrando e sangrando em seu corpo sem parar; mas essa força às vezes é branda, macia como uma pluma, como uma seda, o perigo te arranha, mas não te machuca, ele lhe causa arrepio, as agulhadas nos fazem sangrar, mas é como se aquele sangue que deslizasse a nossa pele fosse tão quente e a sensação fosse tão gostosa, que dá vontade de sentir mais; é como um vício, a adrenalina se apoderando de nosso espírito, devorando o nosso medo e aplicando-nos coragem, vontade de encarar uma descida brusca, sentir a tal da gravidade nos devorar vivos. Tudo isso para nos fazer sentir a vida, como isso é irônico...

Eu pularia daquele abismo, eu sentiria o vento dilacerar o meu corpo, e a velocidade da minha queda aumentaria e aumentaria, até meus olhos não aguentarem a pressão do ar e explodirem de alegria; eu veria o meu corpo cair, caindo com tanta intensidade, ouvindo os assovios da querida gravidade me chamando e me chamando, e me fazendo delirar de tanta alegria; eu cairia com tanto impacto no chão que ninguém poderia destinguir o que é osso e o que é carne, tamanho o estrago causado pela minha deliciosa e deleitosa queda. Eu faria outra vez, se me dessem outra vida, o prazer valeria a pena.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Nadar...

Nadar...
Nadar profundo
Nadar imundo
Nadar...

Nadar lento
Nadar macio
Nadar braço forte
Nadar, eu sou a morte!

Nadar no perigo
Nadar à noite
Nadar no escuro
Nadar a vida!

Nadar à beira-mar
Nadar no infinito
Nadar até o fundo
Nadar até perder o rumo

Nadar...
Nadar aflito
Nadar amado
Nadar...

Nadar...

Nadar...

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Ilusões À Parte - Ode Ao Cinza

Hoje quando eu acordei, eu olhei pro céu e ele estava cinza; um cinza tão ludibriante quanto as cordas do som que sai da guitarra distorcida da música alucinante. Um tom de cinza tão poderoso, que me deu vontade de voar e fugir da vida, fugir da minha própria música. O som que eu ouvia era cinza, o tom cinza como o tom de ré sustenido duas oitavas acima, tocando e tocando sem parar; enlouquecendo meus ouvidos, eu não queria mais parar de escutar aquela música malvada que o céu tocou pra mim.

Fiquei encarando o céu até ele se tocar de que uma manhã não deve ser tão triste, afinal, é o início de um dia, e cada dia é tão milagroso como a água que desce o meu esôfago em dia de calor. O vento cinza batia no meu corpo e meu cabelo voava, era o cheiro do cinza me fazendo voar novamente, sentindo o cheiro mais intenso do cinza enfervecente abrir o meu pulmão, tão ou mais forte que um cigarro aceso numa madrugada fria na rua das vaidades.

Senti o cinza perfurar a minha pele e se alojar em meu peito como se fosse uma força amiga dizendo pra eu relaxar e sossegar durante alguns minutos em paz, somente eu e o cinza do céu me fazendo soltar as mãos e me deixar levar para a dimensão do cinza malvado que me faz fantasiar. Tudo isso pra não dizer que o céu de manhã é amigo do espiríto magnifíco da madrugada e seus anjos amigos e derivados, o cinza mais puro preste a molhar o meu quintal e soltar o vento mais frio e cinza que eu possa sentir em menos de alguns milésimos.

O cinza é o tom mais cruel de todas as cores: aquele que tira a vida de tudo, aquele que faz o preto parecer uma cor amigável; o cinza é como se fosse um branco disfarçado, um branco do mal; quanto ao preto, ele é só o preto e nada mais, não quer enganar ninguém, não quer ser outra cor. O cinza é a cor do medo, da fumaça, da poluição. Não existe o "preto e branco", e sim o tom de cinza. O cinza é o tom mais cruel de todas as cores.

quarta-feira, 31 de março de 2010

... É...

Só hoje fui lembrar que eu não escrevo neste blog há... ... ... eh, tem tempo pra cachorro! rsrsr... Eu duvido que alguém que siga este blog estaja pouco se #$@$@ pro que eu escreva - rsrsr... -, mas em breve eu postarei algo digno de O Autor Do Submundo, alright?

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Fiel Companheiro


Não o vejo mais dentro de sua casinha, apertadinho com cara de sono.

Não o vejo mais lamber meus dedos depois de um carinho aconchegante.

Não o vejo mais entrar pela porta da cozinha depois de beber água e babar em todo o chão.

Não o vejo mais piscar para mim como se estivéssemos tramando contra todos para ele ganhar um pedaço de pão.

Não o vejo mais se coçar loucamente dentro de sua casinha fazendo um barulho chato.

Não o vejo mais latir empolgadamente atrás de uma bolinha suja e rasgada.

Não o vejo mais deitado em minha cama comigo como se fossemos irmãos.


Quero que ele saiba que ele foi o melhor cão que eu poderia ter; fiel companheiro.

Quero que ele esteja sempre próximo a mim, já que está enterrado no meu jardim.

Quero que ele fique em minhas lembranças para sempre; meu melhor e maior amigo, Dick.


Essa é uma homenagem a você, meu velho amigo, de muitas que ainda virão...

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

O Futuro Não Pertence A Ninguém

O futuro não pertence a ninguém, porque ninguém sabe o que ele esconde, ninguém tem certeza de nada, ninguém, absolutamente ninguém, é capaz de saber por inteiro e detalhadamente o que acontecerá com determinada pessoa daqui 2 horas ou 20 anos.

Você pode conquistar o que quiser, pois ninguém sabe o que o futuro nos reserva: basta você querer arriscar, entregar-se por completo e não desistir de seus objetivos, porque nada nesta vida é impossível. Tudo, exatamente tudo nesta vida, é palpável: não existe limites para um sonhador; o único limite para quem deseja e crê é não se limitar.

Hoje eu sou melhor do que ontem, mas, porém, muito pior do que serei amanhã. Pelo máximo que eu possa achar que hoje eu sou uma pessoa feliz e realizada, o que me reserva para o dia de amanhã é tão mais grandioso, que só eu sou capaz de saber se sou capaz de ser a pessoa certa para alcançar tal grandiosidade. Se eu fizer a coisa certa, terei o mundo em minhas mãos; caso contrário, o mundo me terá em suas mãos. É como uma batalha particular entre o mundo e eu, em que saber agir e pensar serão as minhas armas mortais.

Espero não ser devorado pelo mundo; espero saber ter cabeça para fazer sempre a coisa certa, ou, pelo menos, saber errar e não desanimar, sempre seguindo em frente com a cabeça no lugar onde ela jamais deverá sair; espero poder conquistar as pessoas certas para poderem me ajudar nesta longa jornada chamada vida. Ah... A vida... Essa sim é a maior batalha individual do ser humano...

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Piloto Automático (Idéia Inacabada)

Certo dia de minha vida, eu me deparei com uma situação normal, na qual eu - enquanto eu mesmo - fiz uma coisa que eu mesmo não faria... Um pouco complexo de se entender; explico: sabe aqueles momentos em que você age sem pensar, e que você se surpreende com a determinada atitude tomada por você mesmo? Então... É exatamente disso que estou falando.

Dentro de nós habita um ser – talvez seja o próprio subconsciente -, e esse ser tem vontade própria nos momentos que lhe é cabível. Isso acontece quando a gente não pensa e só age, é como se fosse um arco-reflexo da mente.

Esse é o Piloto Automático, um ser subconsciente puramente incognitivo.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Ilusões À Parte - A Hipocrisia Da Realidade

Quero entrar em uma estória de ficção; por onde será a entrada? Ando procurando por ela há algum tempo: o que eu consigo sempre? A saída mais próxima para a maldita e fria realidade; realidade? Que porra de realidade! Quem gosta da realidade? A realidade é mais doída. Qual o maldito ser humano que já não sonhou alguma vez uma coisa deliciosa e se arrependeu de abrir os olhos e curtir a vida real? A vida real é um saco: há muita burocracia neste maldito mundo. Eu queria mesmo era viver naquele mundo paralelo em que eu fico quando medito depois de uma bela noitada.

Meu Deus, tire-me do caminho da normalidade! Quero viver o resto de toda a minha vida no meio da bagunça, quero ser reconhecido por alguma merda que eu vá fazer... Quero ser alguém, e não mais "um alguém". Respirando o ar de uma louca noite de sábado, eu me lembro das velhas e loucas coisas que eu já fiz na minha vida. É tudo tão louco. Quero estar sempre de bem comigo mesmo, quero sempre olhar para as pessoas e sentir suas energias vibrando sobre a minha. Seria demais me conectar a outra mente como se fosse um plug de rede: todas as idéias juntas, tudo conectado... A vida nos permite isso, o problema é que nós não conseguimos enxergar.

Duvido qual maldito ser humano nunca pediu para que a viagem da loucura vá embora. Eu mesmo já me sinto cansado de tanto pensar. As primeiras loucuras minhas foram alucinadas, eu não tinha controle sobre o que pensar: tudo estava tão pesado, que me deu sono. Mas de um tempo para cá, eu consigo controlar a loucura de uma noite. Ficou mais fácil organizar minhas inúmeras idéias; ficou mais simples entender o que eu penso. Sentir esse tipo de loucura é como ter um orgasmo de pensamentos, tudo o que você já pensou ou que já se esqueceu que pensou volta à sua mente e te faz vacilar. Sua vida inteira passa diante de seus pensamentos. Tudo é tão lindo, que dá vontade de continuar filosofando sob o seu ponto de vista maluco.

Sinceramente, eu quero poder olhar tudo isso sem ter que ficar dependente. Quero poder sentir tudo naturalmente; algumas pessoas temem o natural como temem a morte: procuram por alguma coisa que lhes façam fugir da realidade; isso porque a realidade é muito doentia, há tanta coisa errada, que dá vontade de jogar uma bomba por aí e matar uma porrada de nêgo. Nós talvez não consigamos associar o que é real e o que é superficial. Será que sermos nós mesmos machuca? Eu penso nisso agora hipocritamente... Mas é a simples verdade do ser humano. Manter-se sóbrio dá medo de si próprio, medo da vida, medo de sua própria pessoa. Quando utilizamos algum artifício, nós nos sentimos mais livres para podermos ser as pessoas que nós sempre sonhamos em ser: é como se a imagem fosse um nada. Nós não ligamos para o que fulano queira dizer ou para o que ciclano queira pensar... Transformamo-nos em seres confiantes. Essa confiança seria muito bem vinda naturalmente... Seria mais fácil e mais barato...

A sede me atormenta neste exato momento; preciso repor minhas energias, pois amanhã será um novo dia e preciso acordar renovado... Amanhã a bagunça recomeçará... Até lá, amigos anjos e derivados... Proteja a todos nós, loucos e doidos varridos. Amém.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Frustrações Banais & Aprendizados Morais

Ontem eu acordei com raiva do mundo, eu queria massacrar o primeiro puto que aparecesse na minha frente; foi um dia muito infernal; coisas tão simples transformaram meu dia em um dos piores deste ano: primeiro, um maldito engarrafamento que eu sabia que ia pegar, mas não podia fazer nada para evitar; segundo, cai, RIDICULAMENTE, do skate - meio de transporte salvador - ao ir para a minha faculdade (UnB); e terceiro, coisas sucessivas - e particulares - me deixaram abalado e eu acabei quebrando os meus óculos escuros de tanta raiva - é, eu pisei em cima dele e foi muito bom descontar minha raiva -, mas eles já tinham se ferrado na queda do skate - detalhe: eu os havia colado com superbonder, mas o maldito trincou de novo no mesmo lugar após a maldita e ridícula queda...

É... a vida e suas peripécias... uma amiga, em especial, me ensinou a enxergar sempre o lado bom das coisas, então não vou ficar puto porque o FIFA 2010 vai ser lançado em um mês e eu vou jogá-lo até eu esquecer meu nome e ficar perturbado... rsrs...

Eu sei que ninguém acompanha meu bendito blog, mas quero ressaltar que essa acima foi uma das poucas confições de minha vida que explicito aqui; então, aproveitem! Essa oportunidade é única e sabe-se-lá quando vai surgir outra!