quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Amor Cinza

Foi como mágica. Olhei nos seus olhos pela primeira vez e já estava apaixonado. Até hoje não consigo entender como isso aconteceu. Você se aproximou de mim, e naquele instante eu sabia: eu tava fodido; você me teria fácil e eu seria só seu, eternamente seu. Mas não foi bem isso que aconteceu, não é mesmo? Você tinha alguém, "um outro alguém, que me roubou o seu amor..." Como diz a música dos Los Hermanos. Inclusive é sua música preferida. Quão irônica é a vida? Quão perfeita sinfonia é tocada em cada respirar seu, em cada suspiro seu, em cada gemido de prazer seu... Mas tudo se foi... Foi-se como o sol todas as noites; foi-se como a chuva, que vem, molha tudo e depois vai embora.

Lembro das nossas tardes juntos, nossos momentos, nossa vida. Tudo parecia perfeito, infinito, eterno... Cada momento único, nem um igual ao outro. Em nosso primeiro beijo, "Sirens" no meu carro, nossa música. Até hoje não ouço porque me lembra você e dói demais. Uma vez você me falou sobre a vida, sobre o tempo, que nunca para, nunca... E isso me fez pensar, pensei muito. Você me completou por esses poucos 104 dias, e se tornou parte de mim de uma forma muito intensa. Quando estávamos juntos era como se o universo inteiro parasse e só existisse nós dois. Apenas nós dois...

Seu toque era como algodão, que perfurava não só a minha pele, mas a minha alma. Entrava em sintonia comigo, como se nós nos tornássemos apenas um. E foi assim que tudo aconteceu... Seus olhos nos meus, como uma transfusão de pensamentos, como uma invasão na minha alma... Seu sorriso bobo quando a gente se encarava... Você me chamando de bobo... Eu dirigindo com uma mão no volante e outra mão na sua mão... Momentos simples, mas que farão falta. Serão únicos para sempre na minha memória.

Mas você se foi. Acabou. A vida prega peças na gente o tempo todo, e você foi só mais uma dessas peças. Você foi o engano e o acerto, a dor e o alívio, o grito e o gemido, o ódio e o amor, a saudade e o rancor, a raiva e a alegria, a pena e o perdão, o paraíso e o inferno, o preto e o branco. Nosso amor foi o equilíbrio, um amor cinza. E esse amor cinza estará eternizado nesse texto para sempre.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Coisas De Onze Da Noite

Por que insistir? Por que nós só insistimos naquilo que nós sabemos que não vai dar certo? Nós só queremos o que não podemos ter, só vamos atrás daquilo que nos chuta, daquilo que nos desafia. Muitos tomam porrada, outros morrem no caminho, outros conquistam para depois jogar fora. Somos como crianças: conquistamos aquilo e depois perde a graça. A vida é bem assim, ganhar e perder. Se você só ganha, o valor da vitória passa a não ser mais tão saboroso. Se você perde, a vitória soa como uma gozada autêntica.

Eu me pego pensando no quanto eu insisti, no quanto tentei, no quanto bati na mesma tecla, no quanto passei por otário, fui otário! E para quê? Para nada. Para ser jogado no lixo como um prêmio que não tem tanto valor na mão de quem só sabe vencer. Enquanto eu me senti vitorioso... Ingênuo. Fraco. A vitória para mim soou como um tiro para o céu, como um pulo, um gritar, um sorriso que dura, como uma vida que se ganha... Para ela, apenas mais uma vitória... Nada importante para quem sempre vence.

Preciso esquecer o que ficou, seguir em frente, viver cada dia livre, pensando que minha vida vale mais do que é cobrada pelos outros que tentam me vender e só fazem pagar barato. Seguir sem olhar para trás... Persistir no esquecimento. Oblivion!

Princesa Cinza

Por todas as esquinas,
você.
Por todos os horizontes,
seus olhos.
Para cada hora com você,
segundos.
Para cada partida,
tudo do avesso.

Por cada ferida,
um beijo.
Por cada beco sem saída,
um recomeço.
Para cada insulto,
um abraço.
Para cada briga,
um fracasso.

Nos seus olhos,
casa.
Na sua vida,
a minha.
No seu espelho,
magia.
Na minha cama,
mágica.

Na sua face,
ilusão.
No seu beijo,
paixão.
No seu corpo,
sexo.
Na minha alma,
ódio.

domingo, 28 de dezembro de 2014

Tempo

Nossa! Como o tempo passa! Olho para o lado... passou. Penso no amanhã... chegou. Não tem para onde fugir. O tempo devora tudo, passa por cima de tudo; leva feridas, alegrias, brigas, desavenças, loucuras... leva tudo!

Por isso a gente deve aprender a esconder as coisas que a gente quer manter por muito tempo em caixas e escondê-las debaixo de nossas camas. O tempo passará, mas elas vão se manter lá.

A vida passa tão rápido, que você provavelmente não vai lembrar que leu isto aqui daqui uma semana. É como se nós vivêssemos no piloto automático, mas não nos dessemos conta disso. Olha que absurdo!

A vida está passando aqui e agora. Eu aceno para ela, e ela continua passando. Tento correr atrás dela, mas a cada dez passos que eu dou, ela dá vinte. Corro atrás dela fortemente, mas ela corre o dobro.

Não me dou conta do presente. Faço mil coisas. Leio mil coisas. Assisto mil coisas. Mas muito provavelmente esquecerei tudo isso em um mês ou menos.

A vida desespera a gente, às vezes. Temos taaantas possibilidades, infinitos caminhos a seguir... Mas ela já sabe qual a gente vai escolher, porque nós somos quem somos e nunca vamos mudar. Então se você seguir para a direita e não para a esquerda é porque esse é você. Destino? Talvez... Ou quem sabe é só a maré te puxando outra vez...

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Sobre A Beleza Das Paisagens Noturnas

Está tudo escuro. Passeio pelo meu carro no início da madrugada vazia. A chuva bate no meu para-brisas e é varrida. Pareço calmo de longe, mas não queira entrar no meu mundo, na minha bagunça. Acelero o carro com o intuito de chegar em algum lugar que não é físico; ora, não há como fazer o tempo passar mais rápido dessa forma! É uma tentativa inútil. Mas eu continuo, como quem não tem nada a perder. Logo após alguns segundos, eu percebo o quanto estou sendo bobo, o quanto a vida vale muito e o quanto estou me deixando levar.

- CADÊ O SEU LEMA? "Não deixe a vida te levar, guie-a sempre que você puder!". Não deixe a ela te levar, SEJA DONO DESSA HISTÓRIA! - eu podia jurar que minha mente gritava fora do meu corpo. Sempre achei que ela tivesse vida própria, quero dizer, fora de mim.

Ao ouvir isso de mim mesmo, ou da outra parte que me habita, sei lá, eu tive a nítida impressão de que estou largando a mim mesmo, esquecendo o meu próprio valor. E qual valor estou me dando? Estou me vendendo barato. Preço de banana. E ainda sou taxado de careiro. Como pode??? Pois é... A vida me dando um soco mais uma vez. Parei o carro no acostamento só para sair e sentir aquele cheiro de mato e chuva misturados. Eu podia jurar que o tempo parou ali e que ainda estou lá sentindo a natureza me confortar e me dar um abraço. Naquele singular momento, eu senti que tudo podia dar certo, que as coisas são do jeito que eu mereço e quero que sejam. As coisas são como são e ainda não me dei conta disso. Mas a forma como elas são é exatamente a forma como eu escolhi que fossem. Eu fiz o meu destino. Eu escrevo o destino dos mortos e critico a beleza das paisagens noturna. Não fui eu quem escrevi o Submundo, eu apenas vivo nesse contexto.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

As Pessoas Da Nova Década

Eu vou ser sincero, vou falar a verdade. A vida de festas e baladas e esse caralho todo tá cada vez mais vazia e sem sentido. As pessoas saem de casa para beber e fazer coisas simplesmente vazias... Talvez pela falta do que falar de interessante, talvez pela falta de alguma coisa no CÉREBRO. 

Esses dias eu fui para uma festa que parecia para mim uma festa muito divertida, com pessoas que poderiam ser legais e tal... Mas só o que eu vi foi a moda estampada em todas as pessoas. As pessoas estão se uniformizando e não se dão conta disso, cara. Se alguém as obrigassem a se vestirem desse jeito, eu tenho certeza que elas seriam as primeiras a protestarem e falarem que tem personalidade própria e que são diferente. O negócio é o seguinte... As mulheres se fantasiam com saias ou shorts curtos, blusas mostrando a barriga, franja... Seguindo esse padrão. Eu tentei encontrar uma amiga minha na festa, e quase esbarro com, pelo menos, umas cinco achando ser ela (tudo bem que eu estava um pouco bêbado na hora). Qual é a diferença dessas pessoas?! Os caras seguem o mesmo ideal... A moda agora é barba, boné, blusa em V e calça apertada; isso quando eles não usam o cabelo do PC Siqueira e de todos os jogadores de futebol da Alemanha, aquele lance que é tipo raspado dos lados e jogado todo para um lado só, vocês sabem do que eu to falando... Corte militar.


O comportamento dessas pessoas é ainda mais deprimente: as pessoas se movem, conversam e tudo mais, como se fosse uma porra de um teatro. É tudo muito forçado, muito esquisito de se ver... As pessoas vão para as festas para poderem tirar fotos e postarem nas redes sociais para mostrarem o quanto suas vidas patéticas são melhores que as das outras pessoas.


O álcool se tornou o parque de diversões dos adultos. As pessoas bebem para poder se divertir da maneira mais forçada possível, e para poderem ser mais descoladas. Eu também bebo, e eu sei disso; não estou dizendo que seja um lado negativo. Só um lado negativo na minha seguinte questão: as pessoas utilizam máscaras e isso me assusta um pouco. Aquela mesma pessoa que se diz porra louca e fodona e chega em você para conversar no meio do nada, essa pessoa é a mesma que faz o máximo para poder não conversar com ninguém durante sua rotina diária por ter preguiça de as outras pessoas encherem seu saco.


Outra coisa que me deixa muito confuso é a maneira como as pessoas estão se relacionando ultimamente. É tudo fake, tudo falso. Quanto mais safado e malandrão for o cara, mais a garota fará de tudo para ter ele; isso é patético! O cara se tornou a mulher do século passado; quem tinha que se fazer de difícil era a mulher, e não o cara, porra! As mulheres estão tão fáceis que perdeu a graça... Basta beberem um pouco, e pronto, estão soltas... E aí o cara chega na festa, dando uma de foda e fica praticamente esperando uma chegar nele.


O mundo está virado do avesso. Estamos ficando cegos e nem sabemos.

Honestidade

Você já parou para se perguntar até que ponto você é honesto? Até que ponto você deixaria de seguir seus princípios básicos para poder levar vantagem sobre alguma coisa nesta vida? Até que ponto vai a sua crença em Deus? Você deixaria de seguir os preceitos da sua igreja para poder ser feliz ou conseguir o que você pensa merecer?

A hipocrisia me sufoca. Esse mundo é cheio de cobras, de pessoas que só querem ver o seu lado da história e que só pensam em não sair lesados das situações. Por mais que tal fulano boa gente te diga que não faz mal a ninguém, você deve duvidar dele. Ele em algum momento fez mal para alguém, mesmo que ele não tenha se dado conta disso; foi algo natural. A pessoa faz o que convém a si mesma.

O mundo está virando mundinhos individuais em cada casa individual, em cada carro individual, em cada espaço individual. Capitalismo? Lógico! Mas não é só o Capitalismo por si só, mas sim as pessoas que foram influenciadas por ele de forma demasiada; tomou conta da cabeça das pessoas. Tomou conta da população, tomou conta do poder político, tomou conta da padaria, do mercado, do seu filho, do seu cachorro....Como uma epidemia. A epidemia do "O que é seu é meu, mas o que é meu é apenas meu".

Eu não sou de esquerda. Apenas estou manifestando o que a demasia é capaz de fazer com as pessoas.

sábado, 20 de julho de 2013

Coisas Do Século XXI

Quanto mais você pensa que tem mil pessoas a sua volta, mais você está sozinho... A companhia é só um substantivo abstrato, algo não palpável, você não sente a pessoa perto de você se ela está longe. Você pode conversar com trinta pessoas pelo chat de alguma rede social, mas na verdade você não tem ninguém... Você está sozinho. E a solidão te acompanha onde quer que você vá: ela é sua melhor amiga, ela está aí com você agora, te abraçando e te consolando, porque o que mais ela quer é ter você para sempre.

A solidão já foi o tema central de um texto deste blog, mas ela era mais amiga, mais amena... Hoje em dia a solidão nos atrapalha, nos prende, nos amarra. Livre-se da solidão que vive a assolar sua alma! Lembre-se dela apenas quando ela não lembrar de você, e assim vocês terão uma relação saudável, e não essa relação unilateral. Você não quer mais a solidão na sua vida, enquanto ela continua na sua vida, como uma simbiose.

A vida ficou mais rápida e mais livre depois dessa era da "comunicação". Você se comunica mais, mas vive mais só. Quanta ironia, não é?! Nós não sabemos juntar as coisas; as coisas sempre pendem para o lado mais forte. Você tem várias formas de se comunicar, mas prefere aquela que é mais fácil, aquela que não te tira da cadeira, aquela que te deixa quieto, aquela que você não tem que se expor. E assim as coisas vão desevoluindo...

Onde estão seus verdadeiros amigos? Eles existem? Ou você está apenas acompanhado da solidão? Ela sim quer ser sua amiga de verdade! Mas viver com a solidão é como casar-se com seu próprio ego.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Sobre O Nada E Sobre O Tudo

Imagine o nada. O nada, e simplesmente o negro. O escuro e o absurdo. O não pensar e o não sentir, o não existir, o não sentir frio, calor, medo, prazer, alegria... Um lugar que não é nenhum lugar. O nada. Simplesmente o vazio e o profundo.

A morte não é pensável. Eis os limites de nossa linguagem. Pensar no impensável é impossível, porque não se pode pensar naquilo que não se pode falar, e não se pode dizer aquilo que não se sente ou se vive; não se pode inventar o ininventável. A vida é isto aqui, e acabou. Não há possibilidade de nosso cérebro pensar em outra forma de vida, porque nós não conhecemos outras formas que não esta. Papo de louco mesmo. Filosofia mexe com a mente de um, faz seu cérebro trabalhar e não voltar a ser o que já foi um dia. É uma droga do bem, uma droga que nos faz indagar sobre tudo, sobre o ser e o não ser, sobre o estar e o não estar, sobre existir e não existir; essa dialética louca da vida, como o preto e o branco e o bem e o mal. A Filosofia é a dialética da ignorância com o raciocínio lógico.

Pensamentos soltos como laços não findados... Mas o que importa é que eu estou produzindo algo. Quem acompanha este blog sabe dos tipos de loucura que se passa em minha cabeça, então fiquem feliz, porque a Filosofia me inspirou, e de onde vem este texto louco, virão outros ainda mais loucos!

quinta-feira, 7 de março de 2013

Eterno Charlie Brown Jr. - O Quebra-Cabeças Do Chorão E Tudo Aquilo Que Ele Pensou Sobre A Vida

Tão natural quanto a luz do dia... Só os loucos sabem que só é feliz quem sabe o que quer! Eu aprendi o bastante para poder sorrir, porque existe sempre um outro jeito de se poder chegar, então leve essa música e me trás um sorriso. Eu quero ouvir a sua voz chamar por mim, ver a garota sorrir, a galera pular, e a multidão a me chamar, ah, que lindo está! Nós partilhamos noites, ruas e sonhos como se fossemos iguais, e em cada show uma alegria, e em cada esquina uma história... Eu caminho no meio da multidão, eu me sinto a vontade. Nossas vidas, nossos sonhos, têm o mesmo valor!

Fique ligado! Só existe o agora! Então deixe-me só pra pensar se fossemos livres de verdade... Viver... Viver e ser livre, saber dar valor para as coisas mais simples, tão livre para poder buscar o meu lugar ao sol. Livre eu vivo, livre eu sou! Liberdade é tudo aquilo, liberdade é muito mais. Eu vivo a vida, ela deve ser vivida com liberdade. Hoje eu só procuro a minha paz, porque um homem quando está em paz não quer guerra com ninguém e onde não existe a paz, não existe o amor... O melhor da vida é a sensação de paz e amor! O amor é assim... é a paz de Deus em sua casa.


Não vou mudar, não, as coisas é que vão mudar... O dom que Deus me deu entrou para história do tempo! Deus me disse, "Você nasceu para brilhar, o Sol está em suas mãos!". Eu sou cantor, eu sou folgado, eu sou guerreiro, eu sou irmão, e o que mais me satisfaz é ser quem eu sou, pois só o que é bom dura tempo o bastante para se tornar inesquecível, então eu sigo imprimindo meu sonho na história. Ouvi dizer que só era triste quem queria, então o tempo todo a vida mostra como devo estar feliz, ora eu sou o sheik e vou te comprar pro meu arem! Se você quer rodar, eu vou guiar, mas herói eu nunca fui, mas nunca vacilei, eu não sei fazer poesia, mas que se foda, eu sou bola de snooka, e não whisky barato, para mordida de cobra tem veneno para rato! O que eu tenho de bom, é do melhor! Eu sou o valor das coisas simples! Nós precisamos realmente saber o real valor que a vida tem, a arte maior é o jeito de cada um!


Penso bem no que vou fazer, eu nunca paguei por sonhar... Quantos sonhos o mundo já levou de você? Desesperado com o mundo estou também... A ganância está matando a geração 2000! Molduras boas não salvam quadros ruins, a sociedade emprega o bem, mas o sistema só alimenta o que é mal. Eles são gente, mas não são gente como a gente! É foda ser louco, advogado do mundo... Mas o mundo é das pessoas que sonham, e eu vivo para acreditar que um dia a vida vai mudar! Para quem tem pensamento forte, o impossível é só questão de opinião... Não deixar que a vida passe em vão sem que eu possa enlouquecer, porque nós todos vivemos dias difíceis, mas nada disso é em vão, então vamos viver os nossos sonhos, temos tão pouco tempo!


Nas armadilhas que eu caí eu fiquei só e ninguém viu, mas agora eu to por conta, pode crer que eu to no clima... É o vício que me faz correr atrás demais que o início... Quando não se pode mais mudar tanta coisa errada não troque a realidade por pura ilusão! A vida me ensinou a nunca desistir, nem ganhar nem perder, mas procurar evoluir, mas você me conhece, eu faço tudo errado, eu sou o errado que deu certo, eu sou o lixo, eu sou o luxo, eu sou o ódio, eu sou o amor, eu tenho habilidade de fazer histórias tristes virarem melodia, pois somos todos aprendizes, aprendemos o tempo inteiro! Mas a lei da vida é quem dita o fim do jogo e as armadilhas do tempo são como o vento levando as folhas para lugares distantes; o tempo é sábio, o tempo é ouro, o tempo é rei, o tempo prova o valor de cada um, e não adianta esperar pelo tempo que já passou, o meu tempo de volta o seu dinheiro não trás!


Tudo é simples, calmo, visto de cima, nossas escolhas vão dizer para onde iremos. Só Deus sabe quanto tempo que o tempo deve levar... Eu descobri que é azul a cor da parede da casa de Deus! Talvez agora eu saiba bem o que é bom pra mim... O groove e a lenda, não, não peço que me entenda... Os meus olhos se fechavam, pensamentos se voltavam para um homem que ganhava os jornais mas perdia sua alma, eu te entreguei minha alma! Mas a circunstância é se tornar um beco sem saída, então agora eu sei exatamente o que fazer, bom recomeçar, poder contar com Você. Mas hoje eu to feliz, acordei com o pé direito, eu vou fazer de novo, vou fazer muito bem feito. Hoje ninguém vai estragar o meu dia, a morada do sossego hoje é o meu lugar! Mas se não eu, quem vai fazer você feliz?! Quem não quer ser feliz?! Existe um lado bom nessa história, tudo que ainda temos a compartilhar e viver e cantar, não importa qual seja o dia...

domingo, 20 de janeiro de 2013

A Lei Mais Inútil Que Eu Já Vi

Ao chegar no prédio da minha tia neste começo de noite, eu me deparei com a velha frase no elevador, "Antes de entrar no elevador, verifique se o mesmo encontra-se parado neste andar", e já que eu estava esperando pelo meu tio, e não tinha mais o que fazer, eu decidi analisar aquela sentença. E foi aí que o famigerado pronome "mesmo" me deu calafrios por ser usado de forma tão esquisita e inadequada. Mas o mais interessante de tudo é que a Gramática aponta a forma certa sendo substituir o "mesmo", nesse caso, pelo pronome "ele". E aí meu cérebro deu uma volta e eu quase tive um ataque epilético no meio do pátio do prédio: ora, Jesus Cristo, semanticamente, o elevador não pode ser tratado como "ele" por ser objeto inanimado, e o que faz com toda a ideologia gramatical seja excluída dessa possibilidade. Eu fiquei pensando então na pragmática da sentença, e eu tenho certeza que se você tem ao menos um grama de cérebro, você vai pensar que não tem como você entrar no elevador se ele não estiver naquele andar, pois você será submetido ao uma queda nada agradável de alguns metros, e em consequência isso me fez pensar que além dessa lei estar escrita de forma estranha, ela não faz o menor sentido! Se você mora em um prédio em que a porta do elevador não trava ao estar em outro andar, então, meu amigo, você tem sérios problemas de calamidade pública no seu apartamento, e é melhor dar um jeito de se mudar urgentemente!

Viagens à parte, a reflexão que eu tive me fez pensar que essa frase tão difundida no nosso país, em milhões de portas de elevadores por aí, foi que a utilização do pronome demonstrativo "este" seria a melhor opção para a situação, mas, também, excluir-se-ia o outro demonstrativo "neste" para não haver equivalências de valor entre o substantivo "elevador" e o advérbio de lugar "andar"; desta forma, teríamos "Antes de entrar no elevador, verifique se este encontra-se parado", o que tornaria a sentença ainda mais idiota. Do ponto de vista da pragmática, "neste andar" é uma construção que se pode excluir, porque todos nós seres humanos pensantes sabemos que ao entrar em um elevador, antes precisamos estar parados esperando por ele em algum dos andares do prédio, a não ser que nosso corpo não obedecesse às regras da física...

Okay, hora de parar por aqui, já estou indo longe demais...

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Geração Das Redes Sociais

Velocidade... Corra! Faça cinquenta coisas ao mesmo tempo! Não deixe o tempo passar! Mas ele passa... Ele passa cada vez mais rápido para os jovens adultos do século XXI. Os dias estão durando menos? Ou será que são as pessoas que estão sempre ocupadas demais? Se você está chegando aos 20 anos agora, saberá exatamente o que eu estou falando...

As pessoas têm tantos amigos em redes sociais, que isso assusta. Como pode uma pessoa conhecer tanta gente? Será que ela realmente conhece? Será que só conhece ali no mundo virtual? Ou será que ela apenas se camufla no meio da multidão e acha que tem muitos amigos? Quem tem muitos amigos, na verdade, não tem nenhum. Não se pode ser amigo de todos da mesma forma, do contrário você não será amigo de nenhum; não saberá dar atenção a todos da mesma forma, porque se você o fizer, não estará dando atenção especial a nenhum, apenas a mesma atenção; conversará com todos ao mesmo tempo, e na verdade não conversará com ninguém, porque terá pressa em responder todos e acabará não respondendo nenhum.

Esta é a geração da solidão. A geração em que as pessoas querem ser vistas, querem chamar a atenção de todos com seus posts nas redes sociais. Querem que todos reparem em suas vidas fantasticamente melhores, mas não percebem que todos fazem a mesma coisa nessa louca cidade da comunicação, e ninguém acaba respondendo ao outro procurando conforto para seu próprio ego. É como morar sozinho em uma ilha e querer que as pessoas que moram nas ilhas vizinhas venham visitá-las, mas o maior problema é sair de sua própria ilha. Ninguém quer nadar e se arriscar e sair de seu próprio conforto em sua ilha para poder visitar o outro que se encontra em apuros.

A solidão é a nova companhia... Então encontre a sua! Alguns encontram a companhia nas drogas, outros nas próprias redes sociais, outros nos jogos eletrônicos, outros nas músicas... Mas acabam não percebendo que companhia diz respeito ao encontro de dois seres pensantes, e não de amigos postiços e seres imagináveis. A melhor companhia ainda é aquela que pode bater na sua cara e fazer você se redimir com o mundo.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

O Fim Do Mundo

Um barulho estranho ecoou sobre os meus ouvidos, que já estavam bem atentos sobre esse bendito dia datado como o fim de tudo. Aprecei-me em sair de casa e olhar para o céu... A imagem assustadora de um objeto amarelo misturado com laranja e vermelho brilhava com uma magnitude plena e perfeita, e se eu não estivesse tão arrepiado de medo, eu sorriria. Era um pedaço do que parecia um fio que se estendia de horizonte a horizonte, sem precedentes; simplesmente magnífico. Nessa hora eu confesso que eu surtei um pouco, justamente por eu ser um ser humano provido de medos e temores. O barulho permaneceu. Parecia trovões baixos mas contínuos, em um tom apenas, cessando por alguns segundos, mas voltando em seguida.

Senti-me hipnotizado... Era como se o céu dançasse... Mas era uma dança tão sexy, que dava calor, e me instigava a apenas olhar, e olhar, e olhar... Aquelas ondas passavam de um lado para o outro, dançando com alegria e sentimento; e eu ali, sozinho... Era como se ela me seduzisse... Eu queria dançar... Mas só fui reparar quando eu já estava dançando... Senti-me livre, um animal solto na selva; apenas eu e a natureza, eu não estava mais sozinho.

Era o fim de tudo... Não tinha para onde correr, então eu apenas dançava como se aqueles fossem os meus últimos momentos ao prestigiar a natureza e a vida dentro de mim. Emocionei-me... Viajei... Vários momentos de minha existência brotaram em minha cabeça; foi mágico! Um sentimento que eu nunca esquecerei, um êxtase, uma loucura! Eu estava louco, eu confesso... Tão louco a ponto de ver as nuvens dançarem junto com aquele fio de fogo bailando pelo céu, as nuvens pareciam insanas! Não tanto quanto eu, mas insanas... Eu só queria sentir os sentidos... Só bastava a sensação.

Uma explosão final, como uma virada de bateria antes do fim da música, e pronto... Estávamos todos mortos... Deus chegaria dali algum tempo... O que eu falaria para ele? Usaria gírias? Será que Deus é um cara legal? Ou será que ele é como um crente que bate na porta da minha casa toda sexta anoite me chamando pro culto da igreja dele? Sei lá, meu irmão... As coisas coisas começaram a ficar mais engraçadas... Será que era Deus trazendo sua alegria para o meu espírito? O céu começara a derreter, e eu ri tanto, que minha barriga doía... Que ironia, não havia fim, e sim um louco com ácido na mente.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Egocentrismo (Derradeira Calamidade)

... e não havia como punir ninguém a não ser punindo a si mesma para fazer com as outras pessoas se sentissem culpadas. Era como tomar veneno esperando que a outra pessoa morresse. Ela simplesmente queria a atenção de todos para si mesma, como um pequeno cachorrinho desesperado. E o devido tratamento das pessoas quanto aos pequenos cachorrinhos é a ignorância. O pequeninos tentam fazer de tudo: xixi dentro de casa, pegar objetos "não-cachorríferos" na boca, pular em cima de todo mundo... enfim... Eles tentam de tudo para poderem saciar o desejo de serem adorados por todos. Como animais que são, os humanos fazem a mesma coisa, mesmo que eles neguem com toda certeza de seus corações, eles em algum momento da vida querem a atenção toda para eles, justamente para saciar esse mesmo desejo de apreciação. E quando são ignorados entram em desespero: choram, tentam ser engraçados, ficam muito tristes, sentem-se sozinhos, sentem-se idiotas, sentem-se indesejáveis, sentem-se qualquer coisa! A cabeça parece travar e a mente procura apenas alguma maneira de obter o olhar alheio para o si, para seu Ego, numa doença crônica e muito distintiva denominada Egocentrismo. Muitas pessoas - e eu já convivi com várias para poder dizer com propriedade - se dizem depressivas só para poderem ter a atenção antes dispensada por terceiros, e ainda...

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

A Ironia Do Sorriso (Derradeira Calamidade)

... então ela olhou para a Morte, e disse: "estou cercada de pessoas, por todos os lados, mas cada uma com seu maldito mundo individual e isso me deixa mais só do que qualquer outro neste espaço do Universo. Sinto-me perdida! O acaso é apenas o acaso... Nada mais do que uma coincidência infeliz! Não existe sinal! Não existe nada! Além desse buraco infeliz em meu peito. Leve-me logo de uma vez para que eu não sinta mais nada nunca mais, por favor!".

A morte apenas olhou para ela, com olhos inexistentes e perdidos no frio limbo, e apenas acenou com a cabeça, e se ela tivesse rosto, todos poderiam dizer que ela sorria; mas era um sorriso tão desgraçado e misericordioso, que isso a transformava em uma pessoa, um ser-humano, também! Demonstrando que...

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Sobre O Sobre

Ando nos sonhos mais longos, paisagens atônitas, pura ilusão!
Amanhecera outro dia... História nova, longos anzóis...
Perder a meada, andar pelos ventos; enxergar atento, pura ilusão!
Corto o tempo, vivo o momento, não enxergo os faróis...

Corro, passo
Vivo, abraço
Morro, de novo
Mencaixo...

A face da face daquele que não desfaz a face...
Pura ilusão!
O momento que me atento não é lamento...
Pura ilusão!

Renasço, fênix
Cinzas me traduzem
A Imparcialidade das cores imundas
O meio termo da divindade

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

O Corredor

Eu me vejo caminhando em direção a um corredor escuro e esquisito... Um corredor que parece não ter fim, um caminho que me levará a beira de um abismo, mas eu não consigo parar de caminhar: a sede pela auto-destruição consome o meu ser! Eu não posso resistir, eu preciso chegar lá! Pode acontecer mil coisas, e pode até ser bom sentir aquela velha queda outra vez me puxando com todas as forças da gravidade, é como um mal necessário, eu preciso passar por isso outra vez.

Eu tento estreitar os meus passos, mas parece que o chão virou uma esteira e continua a me puxar... Eu não posso fazer nada a não ser me entregar, deixar-me levar... Ir embora... Ser sugado... Mesmo sabendo que o que o corredor escuro e esquisito me reserva, eu tenho muita vontade de conhecê-lo e chegar até o seu fim, eu sinto a gravidade chamar o meu nome aos berros, e ela me deseja como ninguém. Ela precisa sentir o meu corpo se espatifando e se distorcendo e perdendo os traços e afundando e se mesclando à sua superfície... Ela deseja o meu sangue! E eu desejo que ela tenha o meu sangue... Muito engraçado... Essa sensação... Cair, cair, cair...

E quando eu me aproximo do fim do corredor, eu reparo que ele está apenas lacrado, um muro me impede de passar, e simplesmente eu não posso voltar atrás, tenho que me manter de fronte ao muro até que ele possa se desfazer com o tempo e eu possa finalmente cair e deixar-me levar... Finalmente encontrar o verdadeiro significado da minha existência... Até lá, continuarei a observar o muro...

sábado, 11 de agosto de 2012

Vida

A vida é simplesmente a vida... Vida... Viver... Respirar... A vida... E se nossos pais não tivessem se conhecido? Estaríamos vivos ou seriamos apenas a sombra da nossa existência? E se essa sombra da nossa existência for a nossa morte e não existir nada além do próprio viver? Nada de Deus, nada de Céu, nada de Inferno... Nada! E se isso for apenas folclore? Por que entre tantos espectros espalhados pelo Universo, você foi o escolhido para se sobressair e ganhar esse corpo pensante? Por quê?!

Pensamentos complexos sobre a vida, que não fazem o menor sentido, e que nós, seres humanos, somos completamente ignorantes para podermos ter certeza sobre toda essa loucura generalizada. Quem sabe um dia, daqui mais um milhão de anos nós possamos usar, quem sabe, metade de nosso cérebro e nos comunicarmos através do pensamento?! Esse não é um raciocínio muito longe da realidade... O ser humano não é um projeto final, o tempo não vai parar e simplesmente manter essa nossa forma para sempre... O tempo não para, e com ele vai tudo, e ele destrói e constrói... Não tem como parar, não tem como voltar, não tem como avançar, estamos presos dentro de um espaço de tempo estranho... É como se nós estivéssemos dentro de uma caverna completamente escura, onde tivéssemos uma lanterna que só iluminasse um metro a nossa frente, e nós não pudéssemos parar de caminhar, caso contrario, morreríamos, e enquanto caminhamos iluminamos apenas a nossa frente, enquanto os passos dados lá para trás ficariam completamente na escuridão e guardados em nossas memórias. É assim que a vida funciona: de forma progressiva e inalterável; não existe a possibilidade de voltar atrás e re-iluminar aquilo que já foi apagado com o tempo da caminhada.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Madrugada

O lado positivo de se viver na madrugada é que parece que tudo é mais audível e relaxante. Todos estão dormindo, carros não passam mais pela rua... Tudo em silêncio... Qualquer sonzinho que você fizer se torna um barulho de verdade: estridente e alarmante. É tudo tão calmo, que deixa a gente com vontade de querer que esse espaço minúsculo de tempo, que parece durar menos que as horas comuns, dure muito mais... Infinitas horas de silêncio profundo e atenciosa concentração.

A madrugada é o período do dia reservado para o momento de orgasmo cerebral, onde todo o dia vivido é despejado de forma praticamente involuntária, seja através dos seus sonhos enquanto você está dormindo ou através de seu raciocínio e inspiração. Pensamentos voam... Sonhos acontecem... É como a finalização do dia anterior se acostumando com a ideia do dia que está por vir: um prelúdio, uma transição, um prólogo... E a vida amanhece junto com o sol, onde milhões de pessoas acordarão e seguirão suas vidas em seus respectivos afazeres, enquanto outras estarão dormindo, invertendo completamente os papeis de outrora. E tudo segue exatamente rotineiramente, no script, como músicas que se repetem infinitas vezes em vários estilos e melodias espalhados por todos os lados.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Solidão

A solidão me conforta. O tempo comigo mesmo ao meu lado, também. Eu ando por ruas tão perdidas, que o infinito dentro de mim mesmo se torna pleno e profundo demais para pode dividir com outras almas por aí espalhadas. Varro a minha mente... medito. Chego a lugares onde eu jamais chegaria se não tivesse ali comigo mesmo e mais ninguém. Não que eu não goste de uma boa companhia, mas estar sozinho é sempre a melhor terapia do espírito humano.

A solidão me conforta... Saber que eu posso mudar, controlar e gerenciar coisas dentro de mim é o que me faz muito mais humano do que eu seria se eu não tivesse tempo para mim mesmo, a sós. Converso comigo mesmo dentro da minha cabeça, tenho inúmeras conversas, inúmeros diálogos, inúmeras indagações, inúmeros... inúmeros! Falo comigo mesmo em voz alta, dou-me ao luxo de impedir a mim mesmo de agir de certas formas, eu controlo o animal dentro de mim, mesmo que às vezes ele pareça indomável. Eu ando, eu fujo, eu ignoro, eu domino, eu surpreendo a mim mesmo, e eu digo: "toda vez você erra e continua errando", falo como se eu fosse mais esperto do que eu mesmo; divido-me em dois: um, o esperto, que sempre age com a razão; o outro, o animal, que age como um asno e que leva tudo pelo lado do coração.

Quando sozinho pelas ruas escuras, eu percebo que não estou só, minha mente está comigo, e o meu coração bate me fazendo companhia. Olho para a Lua, que muitas vezes se esconde com vergonha de mim, e descubro o quanto a vida é bela, e o quanto ainda temos que caminhar por noites escuras para podermos entender o valor que as coisas tem. Todos nós precisamos desses momentos de "fechado para balanço", todos nós... Conhecer-se a si mesmo, eis a palavra chave.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Subconsciente

Subconsciente é o piloto automático do nosso sistema nervoso: aquilo que você faz e nem se dá conta, ou aquilo que você se questiona por ter feito sem pensar. O subcosciente é o não pensar, é o agir da forma como nosso arquétipo ordena; é, acima de tudo, a natureza de nossa alma, a primitividade que assola a nossa existência - o nosso lado animal.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Limbo

Pensamento... Pensamento... Pensamento... Ele voa... E como voa! Somos capazes de pensarmos sobre tudo, sem limites. Podemos flutuar e viajar para lugares confortáveis e desconfortáveis, podemos pensar sobre qualquer coisa neste universo. Posso ficar feliz por pensar em algo, ao mesmo tempo em que posso ficar altamente triste por pensar em outra coisa... Posso ficar com raiva, com vergonha, com remorso... Simplesmente não há limites. Tanto que como todo universo, nossa mente tem um buraco negro, onde nós visitamos nos momentos de desespero, e nesse buraco você se sente completamente em queda livre, em desespero, é o momento em que você deseja abandonar seu próprio corpo do mesmo jeito que você abandona um trem quando ele entra em colapso com outro. Mas a única pergunta é como abandonar o navio da nossa mente? Como simplesmente pular daqui de dentro? Como se sentir livre? É como se nós fossemos presos em nossa própria mente, nosso próprio corpo, algo tão claustrofóbico, que nós mesmos nem percebemos até visitarmos esse lado escuro de nossa própria mente.

Quanto mais você cai, mais você sente medo de onde dará essa queda, e se quando você cair irá doer tanto quanto se fosse uma queda física. Mas essa queda mental é ainda pior, o medo nos comanda, e nós simplesmente não nos controlamos, a vontade de abandonar tudo e simplesmente ficar livre de viver é maior do que qualquer outra vontade. Simplesmente morrer... O desejo da liberdade, do alívio. Se a queda for muito feia, as sequelas permanecerão, e nunca cicatrizará, e o medo da vida passará a nos atormentar por toda a nossa existência. Uma vez que você visite o Limbo da mente, você saberá o caminho para lá novamente, mesmo que tente se esquecer; o seu cérebro não o deixará esquecer, e nada o fará esquecer aquilo que vivenciara em tal lugar. Só o tempo pode fazer com que você apague algumas trilhas que o levem a essa derradeira ilha da mente. Mas ela continuará lá, nunca será apagada, assim como todas as memórias de longo prazo que se mantém no seu magnífico cérebro.

Uma vez que você recobre a consciência, a vontade involunatária de voltar a cair pelo Limbo da mente será irresistível. Nosso cérebro é mais forte, mesmo que nós tentemos nos controlar. Você viverá assim por um tempo, sempre a beira do abismo, até que o tempo o faça se distanciar, e se recuperar, ou simplesmente se manter caindo e levantando o tempo todo, numa insanidade sem fim. E você não saberá mais o que é o Limbo e o que é o lugar confortável de sua mente, e assim você viverá, apenas tentando se manter consciente do lugar em que você está, e verá coisas que outros não vêem... Eis o perfeito estado da insanidade.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Seja-o!

O sol se pusera... Finalmente! Pude ver a grande obra prima do Universo. Cores que variavam entre azul turquesa, cinza, amarelo, laranjado, rosa e vermelho. Quão belo é o nosso mundo?! Quão perfeita é a vida?! O fascínio das coisas simples é o mesmo fascínio do delírio que rege a paz dos desabrigados. É tudo tão simples... Não precisa de muito esforço. Apenas o "apenas"... Enquanto o céu se desenhava de uma maneira fantasmagoricamente perfeita, eu descia em seu caminho. Caminhava... Apenas por caminhar. Sem destino, sem nada na cabeça... Após uma longa tempestade, sempre o sol se apresenta, e se mostra e se expõe, com toda sua glamorosidade.

A vida é simplesmente a vida. Não espere muito. Você não vai levar nada daqui. Apenas a vida e os momentos é o que realmente importa, nada mais... Dinheiro, amores, conquistas... Nada! Você só leva os momentos que as pessoas recordarão, isso é o que te faz eterno e infinito. Não que as outras coisas não tenham valor algum, mas elas não são tão eternas quanto a eternidade de suas atitudes que escreverão a sua história por este magnífico Universo. Portanto, não haja segundo a cabeça de outro, porque o que realmente importa é o que importa para você; nem "Deus" pode julgar você, afinal, ele o criou assim, e se você não é do jeito que ele gostaria que você fosse, então o errado é ele por ter te feito assim.

Agir segundo os próprios princípios... É disto que estou falando. Só você sabe o que realmente é bom para você, e ninguém mais, porque ninguém está dentro da sua cabeça ou do seu subconsciente... Só você pode fazer melhor do que você. Não é nenhuma lição de moral, nem um pedido para salvar o planeta Terra dos seres humanos malvados que existem por aqui, é apenas um soco na consciência... Só isso. Leve consigo apenas o que é conveniente para ser levado consigo, e esqueça os preceitos que o deixa desconfortável. Seja-o!

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Sobre A Forças Do Universo

O conforto do desconforto assola o meu peito. O perto se torna longe em menos de cinco minutos, e eu simplesmente me deixo cair, deixo-me levar... Para longe... Muito longe... E não encontro outro jeito de voltar ao ponto de partida. Parece que tudo está desfigurado, impossível de ser reconstruído. As forças magnéticas estão opostas a mim, enquanto eu sou o pólo positivo, ela também o é. Sempre que me aproximo, acabo sendo puxado para trás, como se nossas energias fossem idênticas. Estamos na mesma frequência e com o mesmo pólo negativo, e não positivo.

O Universo tem um plano. Ninguém sabe qual é. Ele apenas aponta, ele apenas indica, ele apenas... Ele sabe. Ele talvez seja aquilo que nós chamamos de Deus. A Maré, talvez, seja Deus. As forças do Universo que regem os nossos caminhos e unem energias e separam outras, como se tudo ao nosso redor fosse electromagnetismo. Na verdade, tudo é... Estranho. Você deseja algo, você conquista. Você almeja algo, imagina-se com aquilo, e então se torna seu. Esse é O Segredo do Universo. Existe fé?! Talvez... Se você acredita, então você conquistará algo, não importa o mínimo que seja; se você não acredita que aquilo possa ser seu algum dia, então, meu amigo, você será um perdedor nesta vida.

Mil caminhos me levam a ela. Mil caminhos! Mil! Mas há apenas um destino, e não apenas caminhos. Não importa o quanto você ande, o seu destino é aquilo, e acabou. Não adianta você tentar agir contra a Maré, não se esqueça de que a Maré é Deus! As forças estranhas que organizam as coisas. Forças que nos puxam o tempo todo, e nos afastam, como eu disse anteriormente. Então, se você tem mil caminhos, siga um deles, não fique parado, esperando que o destino chegue a você. A estrada é longa, o caminho é você quem faz. Seguir uma estrada limpa pode ser bom, mas seguir uma estrada cheia de buracos pode ser ainda mais recompensador, porque você se tornará mais forte quando chegar lá: você terá maior resistência.

As circunstâncias acabam se tornando levianas. O caminho que eu tenho a seguir é o mesmo caminho que eu desejaria deixar para trás. O que mais importa agora é ser quem eu sempre fui, seguir minha vida, seguir minha cabeça. Comemorar cada dia vivido, e não apenas viver por viver. Não vale a pena viver por viver! A vida é uma dádiva para quem sabe como a manejar. Não deixe ela te levar sempre, guia-a quando você puder.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Atalho Para O Inevitável

... E ele sabia de seu destino, sabia o que iria acontecer. Agora, só o que restava era não fazer nada para que nada de ruim acontecesse. Pensava na possibilidade de enganar o destino, seria fácil, nenhum problema. As circunstâncias o levavam até lá, mas ele sabia que tendo noção de como não chegar lá, ele não chegaria. Simples.

A pressão em sua cabeça era muito grande. Ele não queria apenas assistir as coisas acontecerem, poderia não acontecer com ele, e ele se livrar daquilo tudo, mas havia outros pessoas envolvidas: o que fazer? A resposta veio em sua cabeça como uma bala de nove milímetros, rápida e impactante. Haveria de contar para todos a verdade, e acabar arcando com as consequências, porque fazendo isso ele não iria chegar ao lugar previsto pelo seu destino.

Ele se entregou, contou toda a verdade para todos. Ninguém acreditou em sua versão, acharam que ele estava louco. Ele tentou provar tudo, mas como provar o improvável? Não havia chão, não havia nada. Ele estava perdido. As coisas iriam acontecer, e ele apenas iria olhar para toda aquela situação, apenas assistir.

Quando o destino dita alguma coisa, não importa o quanto você tente lutar, o fim será sempre o mesmo... E desta forma, ele acabou chegando exatamente onde o destino quis. Mesmo sabendo de toda a verdade, ele não conseguiu desviar o trageto da bala, que explodiu e fez com que tudo se tornasse real. O fim era apenas o começo...

Aqueles Olhos

Não vejo mais aqueles olhos
Olhos dourados, pretos, castanhos
Olhos tristes, assustados, apaixonados
Olhos que me viam, olhos falhos

Procuro encontrar aqueles olhos
Vasculho outros olhares, outros amores
Olhos, olhares; olhos, tremores
Olhos que me veem, olhos dos nossos filhos

Olhos desfocados ainda me enxergam
Olhos redondos, olhos incertos
Olhos, olhadas; olhos que me afetam

Olhos cerrados, olhos inversos
Olhos maldosos, olhos me cercam
Olhos apaixonados, olhos perversos

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Sobre O Amor

O amor é constituído por coisas tão simples mas ao mesmo tempo tão complexas, que é difícil de explicar. Você pode amar e manter a pessoa por perto, mas você também pode amar e querer a pessoa longe. É o sentimento mais estranho que o ser humano pode sentir: você desejar a presença da pessoa amada, mas não sentir atração física alguma por ela. ISTO é o AMOR: você estar longe, não manter contato com a pessoa, mas mesmo assim amá-la só pelo fato de ela estar viva. Saber que ela está viva te conforta. A energia dela está por aí, você pode sentir, não precisa estar por perto. Uma vez que essa energia sumir, você já não será o mesmo. Você ter certeza de que essa pessoa vai voltar para sua vida algum dia, isto é o amor.


Se você se sente amarrado a algo que não te deixa em paz e que sempre volta, não importa quão longe você jogue... Não lute contra isso, não vale a pena... É a maré... Ela traz tudo de volta, sozinha, você não precisa fazer nada. Simplesmente sinta e sofra, se não houver outra alternativa. Quando o amor bate à sua porta, você não pode deixá-lo lá fora, na chuva, você se sente culpado e quer convidá-lo a entrar e te fazer sofrer, isso é confortável, de certa forma.

A nostalgia é muito boa, mas lembrar dói. Lembrar dos momentos felizes, das brigas, dos momentos românticos, dos dias que você não conseguiu dormir se sentindo culpado ou com raiva... Mas tudo isso fará falta algum dia, por isso se você ama, aproveite, porque um dia essa rotina pode acabar. O amor, não. O amor, se for verdadeiro, continua. O amor não escolhe, ele apenas aponta.

sábado, 28 de abril de 2012

A Maré

É estranho como as coisas se organizam por si só, uma escolha nos dá mil respostas, e todas essas respostas respondem a mesma pergunta. É como querer driblar a água que cai da torneira, ou tentar fazer com que ela não caia no chão. Você pode retê-la o quanto quiser, uma hora não haverá mais baldes, bacias, frascos ou qualquer recipiente para guardar essa água, e ela caíra no chão. Não importa o que você faça, no fim, o fim será sempre o mesmo.

É como se houvesse um buraco, que puxasse todas as coisas para ele, como um imã que puxa tudo e reorganiza de acordo com as energias presentes nos corpos das pessoas. É tudo conexão! Tudo magnético! Nós não temos porra de escolha alguma, a não ser seguir o ritmo da maré. A maré é só uma, não importa para onde você fuja, uma hora ela te puxa. Você pode aguentar firme por algum tempo, mas uma hora você será puxado: é tudo física! Nenhum corpo tende a manter o respouso para sempre, tudo se move, nem que seja por menos de um milímetro.

A maré é que nos leva para outros lugares, e nós simplesmente devemos deixá-la fazer isso. Não importa o quanto você tente lutar contra ela, vai ser sempre uma luta cansativa, e sempre você vai terminar essa briga cansado, e sempre vai perder. É uma luta perdida. A partir do momento em que você coloca o corpo para fora do útero da sua mãe, você já é puxado para a maré, e você simplesmente deve deixar isso acontecer, ser guiado... A outra escolha é simplesmente morrer afogado.

Enfim... Não existe vitória contra a maré... Simplesmente se deixe levar, e fim de papo.

domingo, 22 de abril de 2012

A Maré (Ideia Inacabada)

É estranho como as coisas se organizam por si só... É como se houvesse um imã que puxa tudo e reorganiza de acordo com as energias presentes nos corpos das pessoas. É tudo conexão! Tudo magnético! Nós não temos porra de escolha alguma, a não ser seguir o ritmo da maré... A maré é que nos leva para outros lugares, e nós simplesmente devemos deixá-la fazer isso. Não importa o quanto você tente lutar contra ela, vai ser sempre uma luta cansativa, e sempre você vai terminar essa briga cansado, e sempre vai perder. Não existe vitória contra a maré... Simplesmente se deixe levar, e fim de papo.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Coisas De Dez Da Noite

Falta... Falta? Falta de quê? Falta de quem? A falta faz falta. Sentir saudade, sentir aperto, sentir apenas por sentir... Sinta! Sinta o caminho dos espinhos amortecerem a queda do perigo das cachoeiras nefastas! Sinta! Apenas sinta! Nada mais...

Quem faz falta às vezes nem se dá conta disso, mas quem se dá conta talvez não dure tanto tempo a sua falta. Sentir falta faz parte, a vida passa, a vida leva, a vida passa por cima sem dó, e atropela tudo! A vida não tem pena... Você também não devia ter. A vida é apenas a vida, e foda-se o resto! Você controla ela? Não sei! Deus controla ela? Talvez...

Subir ladeiras é muito mais difícil do que descê-las... Quem sobe tem medo da descida, porque quando muito se desce, chega um ponto em que não se pode mais subir. Suba enquanto é tempo, porque senão a descida o levará para mais longe do que você jamais haveria de ter sonhado. Desça se tiver coragem, suba se tiver medo. Mas não fique parado, pensando! Faça acontecer, porra!

terça-feira, 27 de março de 2012

Deadmen Can't Walk

I walk... But a zombie can walk too. I need to know all the answers, but i don't have any questions. I'm hungry, but I don't have a freaking stomach. I'm just already dead but I haven't figure out. Walking... Walking... Walking... Where I need to go? Why I'm going back to begining if I just want to keep following my life? I swear I want that... I swear! But I can't... Look's like a powerfull fucking energy bringing me to her again, and again, and again! I feel like a fucking toy, incapable to do anything, just follow the song played by God.

That is too much to feel, too much to think, too much to live, too much to drink... I'm drunk... Again... I guess it's just another knowlegde to my life. I need to keep walking, even if I took round and round until it makes me sick and fall in the ground. I'll know I tried. Walking and fall... Walking and fall... Walking and fall... One day I'll catch it! One day... Until that, I'm just a man walking around: hopeless, fateless, mindless, 'faithless'... But deadmen can't walk, and I walk; so I'm not dead, I'm just lost in life... Trying to find my way, but my way is true? I'll keep walking...

quarta-feira, 21 de março de 2012

Desencontro

Desencontro o encontro que já estava marcado para ser encontrado, mas o encontro marcado nem sempre é o caminho a ser seguido. O desencontro se mantém nas lacunas do que poderia ser encontrado, mas o encontro que está previsto para acontecer, muitas vezes não ocorre por vontade do desencontro de não ser encontrado. Encontro-me no feixe que me leva aos lugares por onde passaram todas as feridas de um dia cicatrizadas, uma viagem sem precedentes.
Desencontro o encontro nos dias frios, mas quentes, de uma maneira confortante e viciante. O calor do encontro é o mesmo calor do coração apaixonado, batendo forte e preste a explodir de loucura. Um vício eterno desse encontro que não é mais encontrado. Encontro-me com o corpo preso e desencontrado, encontrando os encontros que ocorreram pouco tempo antes do encontro em si. Perdido no encontro que não era para ser encontrado, o caminho mais simples é o mesmo caminho das caminhadas vazias de fim de tarde, as quais meus encontros com os encontros anteriores se tornavam táteis e ao mesmo tempo fantasmagóricas.
Desencontro os fantasma do passado, do futuro e do presente, encontrando o desencontro com o que não era para ser encontrado. O desencontro se torna vazio por nunca ter sido um encontro e por não existir. O encontro com que não foi encontrado é o mesmo branco dos dias de sono não sonhado, sempre desencontrando, e desencontrando, e desencontrando... O desencontro é apenas o desencontro, e não um o encontro com o que não foi encontrado.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Amanhecera

Amanhecera...

Era bom finalmente enxergar a luz do dia lá fora depois de uma noite inteira sem pregar os olhos: a noite havia passado como uma lesma correndo uma maratona de 200 km. Aquele iria ser um dia de cão, muita coisa a se fazer, muita coisa pra consertar, muita gente para se desculpar; os últimos dias não haviam sido fáceis, cada dia vivido como se fosse o último, muita dor, muito arrependimento. A vida tinha que continuar; uma nova vida amanhecera junto àquele dia.

Sônia tratou de se levantar e correr para não perder o horário, saiu de pressa como se soubesse o que lhe esperaria, como se estivesse a fim de sentir aquele prazer o quanto antes, mal esperava chegar a sua hora, seria tão confortante quanto dormir uma noite inteira depois de um dia de trabalho. Entrou em seu carro, enfiou a chave na ignição e se libertou: som alto e o mundo já não mais existia, nada daquilo era real, só aquele momento era real, aquela sensação deliciosa do vento batendo em seus cabelos e ouvindo a música mais relaxante impossível. A vida passou a ser prazerosa para ela naqueles 32 minutos de viajem até o seu destino final.

A cor cinza daquele céu imundo e triste era de fazer uma pessoa ficar de mal humor por pelo menos 5 horas seguidas, já era o bastante para estragar qualquer esboço de um dia menos pior. Talvez aquele cinza estivesse prevendo a tempestade que viria alguns minutos dali em frente. O tom cinza é aquele que tira a vida de tudo, aquele que faz o preto parecer uma cor amigável; o cinza é como se fosse um branco disfarçado, um branco do mal; quanto ao preto, ele é só o preto e nada mais, não quer enganar ninguém, não quer ser outra cor. O cinza é a cor do medo, da fumaça, da poluição; o cinza é a cor mais cruel de todas.

Caminhar era uma terapia incondicionalmente imperdível naquele momento, sem aquela caminhada matinal, Sônia provavelmente passaria o resto do dia com o mesmo humor que o de Lúcifer ao ser expulso do céu. Era mais um momento perfeito e relaxante em sua vida; pena que ela nunca tenha dado valor aos pequenos momentos. Ela não imaginava que essas tão pequenas coisas influenciariam o resto do seu dia, ou melhor, da sua vida; não imaginava que ao caminhar, estaria tão desligada que passaria em frente a um ônibus à uma velocidade inacreditavelmente alta e a faria dormir por muito mais tempo do que ela havia planejado para à noite no começo do dia.

A morte para ela naquele momento era como um doce beijo das trevas, como se ela pudesse finalmente voar para bem longe de tudo aquilo, todos aqueles problemas cotidianos ir-se-iam embora para sempre, juntamente com toda a esperança de que um dia a vida poderia ser melhor. Finalmente, depois de três tentativas de suicídio nos últimos cinco meses, ela podia sorrir aliviadamente junto com o cinza do céu, que gargalhava ironicamente por toda aquela situação. Aquela sinfonia das gargalhadas irônicas infestavam o chão ensanguentado onde jazia Sônia e sua esperança de um novo amanhecer, ambos mortos.

Selo: Esse Blog Me Faz Flutuar

Esse selo eu recebi da jovem escritora Bruna, do blog Contos & Mistérios...

Como é de praste, sempre rola umas regrinhas ao receber um selo... Eis as regras:

01. RESPONDA: Se você fosse uma bolha de sabão, onde você estouraria?
Pra lá de onde o vento faz a curva...


02. RESPONDA: Se você pudesse voltar no tempo para mudar algo que aconteceu com você o que mudaria?
Eu daria um tapa na minha própria cara antes que eu queimasse a fonte do Xbox 360 do meu cunhado... rsrs...


03. RESPONDA: Se você fosse uma cor, que cor seria? Por quê?
Cinza. O falso preto, o quase branco, que na verdade é o mistério da beleza dos temporais.


04. Repassar para 5 blogs que te fazem flutuar:
Apenas Mais Um No Meio Da Multidão
Blog Do Emanuel Ferreira
Meramente Algo Mutável
Nada Que Acontece
Grupo Mãos


05. Avisar a cada blogueiro o ganho do selinho

sábado, 23 de abril de 2011

Luz

A luz me chama. Sua luminosidade é tão fresca que me lembra a luz do sol em um dia quente de verão. A energia me procura, e me implora para segui-la, para ser o seu súdito: o súdito da luz que me ilumina a cada instante nessa longa escuridão.

O mundo é frio, mas a luz me esquenta; faz com que eu queira mais e mais entrar em sua sintonia, em seu campo magnético, que me procura a cada vez mais. Andando e andando, eu posso chegar até o destino da luz e me concentrar em coisas jamais concentradas em um ambiente natural de minha vida. Quando eu chegar na luz, meus problemas serão apenas coisas supérfluas, coisas que não fazem sentido serem chamados de problemas, porque a força da luz que me procura é tão única e tão verdadeira, que me faz acreditar na vida, acreditar que tudo aqui é tátil, tudo aqui é possível, tudo aqui faz parte da minha vida, e eu posso conseguir tudo aquilo que eu procuro.

Eu procuro a luz, mas é ela que quer me encontrar. Cada passo em sua direção, é um passo a menos na escuridão. Caminhando e caminhando, caminhando e caminhando... Caminhando... Sem nada na cabeça a não ser a vontade de chegar até a iluminação da minha alma, onde eu possa encontrar a mim mesmo, o meu verdadeiro eu, pousado naquela linda claridão, onde os meus pesadelos temem, e o mal não pode chegar. Eis a minha claridão!

terça-feira, 5 de abril de 2011

O Autor Do Submundo

O Autor do Submundo escreve o destino dos mortos e critica a beleza das paisagens noturnas.

Não foi ele quem fez o destino, ele apenas o escreveu; sua crítica é algo passional à sua forma de viver, na verdade, vive pela crítica, em função dela. Encara o mundo com olhos de cobra, porque quem pisca perde um segundo de tempo, que é mais do que o necessário para poder enxergar o que muitos não conseguem ver. Um segundo dura muito pouco para aqueles que não sabem viver, mas dura o quanto for necessário para que muitos possam enxergar a vida passar diante de seus olhos.

A dura e fria realidade de um submundo injusto é algo a ser discutido, o Autor do Submundo precisa estar em todos os lugares ao mesmo tempo para poder varrer as ideologias tolas de pessoas com a cabeça tão vazia como um pedaço de madeira. Pessoas que neste contexto em que o mundo está atualmente não mais sabem raciocinar, não sabem questionar, nem se quer sabem ouvir direito o que muitos querem lhe explicar; parecem mais máquinas sem sentimento, robores programados para viver uma vida normal, drástica - no caso do submundo - e em função de donos, que mandarão nessas pessoas como se elas fossem propriedades suas.

Não é preciso acreditar em um ser superior para poder ser uma pessoa melhor, que ajuda a outra, que se sacrifica para poder ser compreendida, para poder passar seus sentimentos e conhecimentos; não é preciso crêr, basta querer fazer deste mundo algo mais confortável e confiante de se viver.

O Autor do Submundo às vezes não dorme de preocupado com a vida, não sabe o que é preciso ser feito para mudar a mente de quem não sabe amar, não gosta de ver pessoas maltratando o planeta, não consegue compreender o que se passa na cabeça de um sujeito que diz que Deus lhe dará o que precisa e que não vai se preocupar com nada.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Monólogo Sobre A Incerteza Da Vida

Quem sou eu? O que eu estou fazendo aqui? O que vocês estão fazendo aqui? Essa é uma questão que nem mesmo DEUS poderá nos responder... Eu queria me encontrar com DEUS, talvez ELE me dissesse como devo proceder, ou como agir, mas como eu quero encontrar o meu próprio caminho, encontrar o meu próprio “destino”, seria sem graça “trapacear” com a ajuda de DEUS... Seria legal uma ajuda, mas, com certeza, eu não gostaria de ser melhor do que aqueles que estão passando fome e pedem a DEUS todos os dias por ALIMENTO, e ele não os dá... Como compreender tal coisa? Como acreditar que existe uma força tão poderosa, se ela só dá ajuda a quem ela acredita “merecer”; como eu mereço? Como posso eu merecer ter a vida que eu tenho? Como medir isso? Como segurar tal especulação e não deixá-la escorregar como sabão? Eu gostaria de mastigá-la, assim eu sentiria o sabor da hipocrisia, que deve ser até docinho...

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Passageiro

... Pra começar quero falar do roxo das montanhas, que é tão claro quanto a lavanda das plantas, onde serão plantadas coisas materiais de vidas passadas, mas que não me importa saber o que foi dito antes, porque o sentido está no antagônico, e não no excêntrico...

Resumindo, dê-me uma faca, que eu saberei como usá-la! Do contrário, enforque a si mesmo e seja eterno!

terça-feira, 9 de novembro de 2010

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Cinza

O cinza é o tom mais cruel de todas as cores: aquele que tira a vida de tudo, aquele que faz o preto parecer uma cor amigável; o cinza é como se fosse um branco disfarçado, um branco do mal; quanto ao preto, ele é só o preto e nada mais, não quer enganar ninguém, não quer ser outra cor. O cinza é a cor do medo, da fumaça, da poluição. Não existe preto e branco, existe tons de cinza.

Talvez seja bom falar de coisas tristes, falar de coisas trágicas, ser violentamente crítico e afiado como uma bala de prata. Coisas tristes não me assustam, eu moro no Brasil! Não conheço muitas pessoas que se deem ao trabalho de criticar as coisas, elas simplesmente engolem à palo seco e não viram a cabeça para olhar para trás, deixam tudo como está, elas não têm força para mudar, então é mais fácil manter.

Manter... Essa palavra trás uma sensação estranha de fraqueza ou resistência à mudança, mas também dá uma sensação de segurança, se está mantido, está bem, está estável.

O cinza trás a sensação da derrota, do futuro despedaçado, do apocalipse... Isso o torna forte, o torna firme, o torna temido. Essa força inversa, força que trás a sensação de desespero, pode ser a mesma força que dá energia aos fracos e oprimidos, uma vez que a superação só é obtida através da negação e do medo.

A vida nos trás muitos medos, medos esses que devem ser superados com a mesma intensidade da negatividade transformada em superação. A superação é o que nos faz realizados, a superação nos dá a energia da fé e da força de vontade. Amém...

domingo, 8 de agosto de 2010

O Autor Do Submundo evoluiu para TOM CINZA-OITO!

Olá a todos, seguidores, ou não, venho lhes informar que o blog antes denominado O Autor Do Submundo evoluiu, hoje, para O TOM CINZA-OITO. Há algum tempo que eu venho tendo essa ideia, mas só hoje fui colocá-la em prática; O domínio do blog continuará sendo o mesmo, não sei se valeria, à essa altura do campeonato, mudá-lo; talvez daqui algum tempo... Agora, não...

Então, sintam-se à vontade!

Até a próxima postagem!

sábado, 31 de julho de 2010

A Queda

Hoje eu acordei com vontade de voar, vontade de subir no maior abismo dessa vida, de forma que eu pudesse ver o planeta inteiro de lá de cima. A experiência seria a mais rica de todas: sentir o vento mais forte que as garras da morte, sentir o perigo a pairar sobre o meu peito, sentir a vida como nunca senti antes, sentir o mundo como nunca senti antes, sentir a força da gravidade me puxando e me querendo, implorando para que eu me jogue de lá de cima e seja puxado por ela com toda intensidade que ela pudesse colocar, eu iria sentir, sentir, sentir, sentir!

Como a vida é engraçada, o perigo nos faz bem, ele é um mal prazeroso, de certa forma; sentir o perigo azunhar o seu corpo como se fosse desenhar uma tatooagem, sangrando e sangrando em seu corpo sem parar; mas essa força às vezes é branda, macia como uma pluma, como uma seda, o perigo te arranha, mas não te machuca, ele lhe causa arrepio, as agulhadas nos fazem sangrar, mas é como se aquele sangue que deslizasse a nossa pele fosse tão quente e a sensação fosse tão gostosa, que dá vontade de sentir mais; é como um vício, a adrenalina se apoderando de nosso espírito, devorando o nosso medo e aplicando-nos coragem, vontade de encarar uma descida brusca, sentir a tal da gravidade nos devorar vivos. Tudo isso para nos fazer sentir a vida, como isso é irônico...

Eu pularia daquele abismo, eu sentiria o vento dilacerar o meu corpo, e a velocidade da minha queda aumentaria e aumentaria, até meus olhos não aguentarem a pressão do ar e explodirem de alegria; eu veria o meu corpo cair, caindo com tanta intensidade, ouvindo os assovios da querida gravidade me chamando e me chamando, e me fazendo delirar de tanta alegria; eu cairia com tanto impacto no chão que ninguém poderia destinguir o que é osso e o que é carne, tamanho o estrago causado pela minha deliciosa e deleitosa queda. Eu faria outra vez, se me dessem outra vida, o prazer valeria a pena.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Nadar...

Nadar...
Nadar profundo
Nadar imundo
Nadar...

Nadar lento
Nadar macio
Nadar braço forte
Nadar, eu sou a morte!

Nadar no perigo
Nadar à noite
Nadar no escuro
Nadar a vida!

Nadar à beira-mar
Nadar no infinito
Nadar até o fundo
Nadar até perder o rumo

Nadar...
Nadar aflito
Nadar amado
Nadar...

Nadar...

Nadar...

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Ilusões À Parte - Ode Ao Cinza

Hoje quando eu acordei, eu olhei pro céu e ele estava cinza; um cinza tão ludibriante quanto as cordas do som que sai da guitarra distorcida da música alucinante. Um tom de cinza tão poderoso, que me deu vontade de voar e fugir da vida, fugir da minha própria música. O som que eu ouvia era cinza, o tom cinza como o tom de ré sustenido duas oitavas acima, tocando e tocando sem parar; enlouquecendo meus ouvidos, eu não queria mais parar de escutar aquela música malvada que o céu tocou pra mim.

Fiquei encarando o céu até ele se tocar de que uma manhã não deve ser tão triste, afinal, é o início de um dia, e cada dia é tão milagroso como a água que desce o meu esôfago em dia de calor. O vento cinza batia no meu corpo e meu cabelo voava, era o cheiro do cinza me fazendo voar novamente, sentindo o cheiro mais intenso do cinza enfervecente abrir o meu pulmão, tão ou mais forte que um cigarro aceso numa madrugada fria na rua das vaidades.

Senti o cinza perfurar a minha pele e se alojar em meu peito como se fosse uma força amiga dizendo pra eu relaxar e sossegar durante alguns minutos em paz, somente eu e o cinza do céu me fazendo soltar as mãos e me deixar levar para a dimensão do cinza malvado que me faz fantasiar. Tudo isso pra não dizer que o céu de manhã é amigo do espiríto magnifíco da madrugada e seus anjos amigos e derivados, o cinza mais puro preste a molhar o meu quintal e soltar o vento mais frio e cinza que eu possa sentir em menos de alguns milésimos.

O cinza é o tom mais cruel de todas as cores: aquele que tira a vida de tudo, aquele que faz o preto parecer uma cor amigável; o cinza é como se fosse um branco disfarçado, um branco do mal; quanto ao preto, ele é só o preto e nada mais, não quer enganar ninguém, não quer ser outra cor. O cinza é a cor do medo, da fumaça, da poluição. Não existe o "preto e branco", e sim o tom de cinza. O cinza é o tom mais cruel de todas as cores.

quarta-feira, 31 de março de 2010

... É...

Só hoje fui lembrar que eu não escrevo neste blog há... ... ... eh, tem tempo pra cachorro! rsrsr... Eu duvido que alguém que siga este blog estaja pouco se #$@$@ pro que eu escreva - rsrsr... -, mas em breve eu postarei algo digno de O Autor Do Submundo, alright?

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Fiel Companheiro


Não o vejo mais dentro de sua casinha, apertadinho com cara de sono.

Não o vejo mais lamber meus dedos depois de um carinho aconchegante.

Não o vejo mais entrar pela porta da cozinha depois de beber água e babar em todo o chão.

Não o vejo mais piscar para mim como se estivéssemos tramando contra todos para ele ganhar um pedaço de pão.

Não o vejo mais se coçar loucamente dentro de sua casinha fazendo um barulho chato.

Não o vejo mais latir empolgadamente atrás de uma bolinha suja e rasgada.

Não o vejo mais deitado em minha cama comigo como se fossemos irmãos.


Quero que ele saiba que ele foi o melhor cão que eu poderia ter; fiel companheiro.

Quero que ele esteja sempre próximo a mim, já que está enterrado no meu jardim.

Quero que ele fique em minhas lembranças para sempre; meu melhor e maior amigo, Dick.


Essa é uma homenagem a você, meu velho amigo, de muitas que ainda virão...

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

O Futuro Não Pertence A Ninguém

O futuro não pertence a ninguém, porque ninguém sabe o que ele esconde, ninguém tem certeza de nada, ninguém, absolutamente ninguém, é capaz de saber por inteiro e detalhadamente o que acontecerá com determinada pessoa daqui 2 horas ou 20 anos.

Você pode conquistar o que quiser, pois ninguém sabe o que o futuro nos reserva: basta você querer arriscar, entregar-se por completo e não desistir de seus objetivos, porque nada nesta vida é impossível. Tudo, exatamente tudo nesta vida, é palpável: não existe limites para um sonhador; o único limite para quem deseja e crê é não se limitar.

Hoje eu sou melhor do que ontem, mas, porém, muito pior do que serei amanhã. Pelo máximo que eu possa achar que hoje eu sou uma pessoa feliz e realizada, o que me reserva para o dia de amanhã é tão mais grandioso, que só eu sou capaz de saber se sou capaz de ser a pessoa certa para alcançar tal grandiosidade. Se eu fizer a coisa certa, terei o mundo em minhas mãos; caso contrário, o mundo me terá em suas mãos. É como uma batalha particular entre o mundo e eu, em que saber agir e pensar serão as minhas armas mortais.

Espero não ser devorado pelo mundo; espero saber ter cabeça para fazer sempre a coisa certa, ou, pelo menos, saber errar e não desanimar, sempre seguindo em frente com a cabeça no lugar onde ela jamais deverá sair; espero poder conquistar as pessoas certas para poderem me ajudar nesta longa jornada chamada vida. Ah... A vida... Essa sim é a maior batalha individual do ser humano...

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Piloto Automático (Idéia Inacabada)

Certo dia de minha vida, eu me deparei com uma situação normal, na qual eu - enquanto eu mesmo - fiz uma coisa que eu mesmo não faria... Um pouco complexo de se entender; explico: sabe aqueles momentos em que você age sem pensar, e que você se surpreende com a determinada atitude tomada por você mesmo? Então... É exatamente disso que estou falando.

Dentro de nós habita um ser – talvez seja o próprio subconsciente -, e esse ser tem vontade própria nos momentos que lhe é cabível. Isso acontece quando a gente não pensa e só age, é como se fosse um arco-reflexo da mente.

Esse é o Piloto Automático, um ser subconsciente puramente incognitivo.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Ilusões À Parte - A Hipocrisia Da Realidade

Quero entrar em uma estória de ficção; por onde será a entrada? Ando procurando por ela há algum tempo: o que eu consigo sempre? A saída mais próxima para a maldita e fria realidade; realidade? Que porra de realidade! Quem gosta da realidade? A realidade é mais doída. Qual o maldito ser humano que já não sonhou alguma vez uma coisa deliciosa e se arrependeu de abrir os olhos e curtir a vida real? A vida real é um saco: há muita burocracia neste maldito mundo. Eu queria mesmo era viver naquele mundo paralelo em que eu fico quando medito depois de uma bela noitada.

Meu Deus, tire-me do caminho da normalidade! Quero viver o resto de toda a minha vida no meio da bagunça, quero ser reconhecido por alguma merda que eu vá fazer... Quero ser alguém, e não mais "um alguém". Respirando o ar de uma louca noite de sábado, eu me lembro das velhas e loucas coisas que eu já fiz na minha vida. É tudo tão louco. Quero estar sempre de bem comigo mesmo, quero sempre olhar para as pessoas e sentir suas energias vibrando sobre a minha. Seria demais me conectar a outra mente como se fosse um plug de rede: todas as idéias juntas, tudo conectado... A vida nos permite isso, o problema é que nós não conseguimos enxergar.

Duvido qual maldito ser humano nunca pediu para que a viagem da loucura vá embora. Eu mesmo já me sinto cansado de tanto pensar. As primeiras loucuras minhas foram alucinadas, eu não tinha controle sobre o que pensar: tudo estava tão pesado, que me deu sono. Mas de um tempo para cá, eu consigo controlar a loucura de uma noite. Ficou mais fácil organizar minhas inúmeras idéias; ficou mais simples entender o que eu penso. Sentir esse tipo de loucura é como ter um orgasmo de pensamentos, tudo o que você já pensou ou que já se esqueceu que pensou volta à sua mente e te faz vacilar. Sua vida inteira passa diante de seus pensamentos. Tudo é tão lindo, que dá vontade de continuar filosofando sob o seu ponto de vista maluco.

Sinceramente, eu quero poder olhar tudo isso sem ter que ficar dependente. Quero poder sentir tudo naturalmente; algumas pessoas temem o natural como temem a morte: procuram por alguma coisa que lhes façam fugir da realidade; isso porque a realidade é muito doentia, há tanta coisa errada, que dá vontade de jogar uma bomba por aí e matar uma porrada de nêgo. Nós talvez não consigamos associar o que é real e o que é superficial. Será que sermos nós mesmos machuca? Eu penso nisso agora hipocritamente... Mas é a simples verdade do ser humano. Manter-se sóbrio dá medo de si próprio, medo da vida, medo de sua própria pessoa. Quando utilizamos algum artifício, nós nos sentimos mais livres para podermos ser as pessoas que nós sempre sonhamos em ser: é como se a imagem fosse um nada. Nós não ligamos para o que fulano queira dizer ou para o que ciclano queira pensar... Transformamo-nos em seres confiantes. Essa confiança seria muito bem vinda naturalmente... Seria mais fácil e mais barato...

A sede me atormenta neste exato momento; preciso repor minhas energias, pois amanhã será um novo dia e preciso acordar renovado... Amanhã a bagunça recomeçará... Até lá, amigos anjos e derivados... Proteja a todos nós, loucos e doidos varridos. Amém.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Frustrações Banais & Aprendizados Morais

Ontem eu acordei com raiva do mundo, eu queria massacrar o primeiro puto que aparecesse na minha frente; foi um dia muito infernal; coisas tão simples transformaram meu dia em um dos piores deste ano: primeiro, um maldito engarrafamento que eu sabia que ia pegar, mas não podia fazer nada para evitar; segundo, cai, RIDICULAMENTE, do skate - meio de transporte salvador - ao ir para a minha faculdade (UnB); e terceiro, coisas sucessivas - e particulares - me deixaram abalado e eu acabei quebrando os meus óculos escuros de tanta raiva - é, eu pisei em cima dele e foi muito bom descontar minha raiva -, mas eles já tinham se ferrado na queda do skate - detalhe: eu os havia colado com superbonder, mas o maldito trincou de novo no mesmo lugar após a maldita e ridícula queda...

É... a vida e suas peripécias... uma amiga, em especial, me ensinou a enxergar sempre o lado bom das coisas, então não vou ficar puto porque o FIFA 2010 vai ser lançado em um mês e eu vou jogá-lo até eu esquecer meu nome e ficar perturbado... rsrs...

Eu sei que ninguém acompanha meu bendito blog, mas quero ressaltar que essa acima foi uma das poucas confições de minha vida que explicito aqui; então, aproveitem! Essa oportunidade é única e sabe-se-lá quando vai surgir outra!

sábado, 29 de agosto de 2009

Viagem Ao Infinito

Hoje eu viajei: foi uma viagem tão louca quanto se poderia ser em menos de 10 minutos
Viajei para lugares escuros, lugares que a minha mente queria restaurar
Viajei por momentos difíceis, momentos felizes e coisas que eu quero guardar.

Eu sempre quis ficar por lá por mais tempo
Eu sempre quis me manter safo lá dentro
Eu sempre sonhei em viver sem me preocupar
Sem me preocupar com o tempo que me rouba as horas.

Eu quero levantar de manhã e não sair do lugar
Eu quero viajar para a minha mente de novo; voar!
Eu preciso de férias, alguém para me levantar
Eu quero me levantar!

Sempre quando eu me olho no espelho vejo nada menos que o reflexo do que eu já fui um dia
Sempre que eu viajo para o nada, eu me encontro no infinito das ilusões da minha mente
Sempre que eu chuto o pau da barraca, eu me encontro novamente.

Encontros e desencontros, seja aonde eu for
Vidas e viagens, eu não sei para aonde vou
Eu só quero estar bem comigo mesmo e viajar no meu mais profundo interior.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Tudo & Nada

Hoje eu acordei tão cansado, que me deu vontade de nunca mais acordar. A vida lá fora está tão vazia, o mundo já não é mais confortável; quem sabe um dia eu poderei caminhar sem temer o imprevisível...

Há tanta coisa errada e que eu não posso consertar, que eu invejo o meu cachorro; ele tem sua vida estável, é adorado por todos, tem sua comida e lugar ao sol desde que nasceu. Seria legal poder ter a vida inteira desse jeito... mas, entretanto, vendo por outro lado, o coitado do meu cachorro não aproveitou muito bem a sua vida, afinal, ele esteve todo o tempo dormindo e sua juventude se foi em menos de cinco míseros anos.

Voltando ao meu dilema, eu queria poder mudar o mundo escrevendo porcarias como estas, mas é o mesmo que tentar enforcar a água que cai da torneira... então, eu me contento em desabafar para mim mesmo e para estas palavras que estou a escrever; faz-me bem e meu eu interior agradece.

Se eu pudesse salvar o planeta das garras do ser humano (enquanto animal irracional), eu jogaria uma bomba e explodiria o mundo inteiro... só assim tudo acabaria... isso tudo é tão intrigante, que acabou me dando sede; alguém poderia me trazer um copo bem cheio d'água?

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

O Sonho (Repostagem)

Ontem eu tive um sonho esquisito,
Sonhei que várias pessoas sofriam
Pelo simples fato de estarem vivas
Sonhei que o mundo vivia sob pressão
De um pedaço de papel estúpido

Sonhei que vários animais estavam sumindo
Por conta de outro ainda mais animal
Sonhei que os mais ricos se tornavam pobres
E os mais pobres se tornavam mortos

Sonhei que a vida não mais era uma ópera
E sim um tilintar de colheres sobre a mesa
Sonhei que pessoas se vendiam
À preço de banana!

Sonhei que mães desejam não mais ter filhos
E os jogavam no inferno
Sonhei que Deus não existia
E que o Diabo era um vendedor de maçãs...

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Situação Passageira

Eu sinto que minha mente dói de vez em quando
Descompassada ao extremo
Eu esqueço meu destino louco e minha desilusão
Isso é situação passageira...

As coisas que eu nunca disse se tornam incertas
Diálogos com o tempo
E quando esqueço das promessas, sinto-me um tolo
Isso é situação passageira...

Eu passo o tempo da maneira errada;
quase nunca acerto
Ameaça aos ventos
Eu mudo a rotina das semanas, segundo por segundo
Isso é situação passageira...

Isso é situação passageira...
Tudo passa, se não passar
Isso é situação passageira!


Ele acordou muito cansado, que foi difícil levantar; os seus pensamentos eram tantos, que parecia que já estava acordado há horas, raciocinando... Pensou no quanto sua vida estava sem graça, no quanto queria sorrir mais de uma dúzia de vezes por dia, no quanto precisava ver o pôr-do-sol outra vez... Quanto tempo fazia...

Ele sempre quis ter certeza de tudo, quando, na verdade, ele tinha medo de acreditar; tinha medo de crêr tão cegamente em alguma coisa, que, por castigo, as coisas que acreditou simplesmente se tornassem falhas; como quando se investe em alguma bolsa de valores e, de um dia para o outro, ela perde seu valor e o investimento se torna prejuízo.




terça-feira, 26 de maio de 2009

Idéias Livres Ou Desabafo... Interprete Como Quiser

Quem será que pode te salvar no meio de tanta preocupação? Perdido, seus pensamentos tomam posse de seu corpo, talvez você devesse deixar-se levar, seguir um caminho distinto de tantos outros que tantas pessoas seguem. De vez em quando, você se perde, não sabe bem o que pensar sobre si mesmo, não sabe para onde vão suas expectativas; será um lugar confortável ou será um lugar como aquele que o Diabo domina, no Inferno? Você quer que suas expectativas descansem em paz, descansem em paz em um lugar onde você próprio possa se orgulhar, onde possa acreditar que valeu a pena confiar nelas.

A preocupação citada anteriormente diz respeito ao movimento das coisas, ninguém pode parar para estender a mão a outro ser humano, cada um segue sua vida, cada um vive sua vida, cada um é cada um; a compaixão está extinta do mesmo jeito que o amor verdadeiro tornou-se uma simples faceta em meio a uma gama de sentimentos, em meio a tantos outros pensamentos, sensações, experimentos. Droga, o beijo que meu avô deu na minha avó foi real, foi um sentimento puro; sentimento esse, que hoje em dia está escasso, pelo menos em tese... Quem é o desgraçado que não quer ter uma família, um filho para continuar seu legado, puro de seu próprio sangue? Coisas tão pequenas se tornam tão grandes quando você sente que está sozinho e que pode um dia não conseguir conquistar muitos dos planos desejados...

A vida é tão estranha, é tudo tão improvisado, tudo acontece de supetão; não se sabe o que será do futuro, não se sabe quem viverá para contar toda uma história em vinte ou dez anos. Talvez, também, não fosse tão legal ou divertido saber tudo o que está reservado a você, o legal é saber que dentro desta vida, dentro deste tumulto, dentro desta loucura, você conseguiu se sair bem, você improvisou, você realmente soube pensar antes de agir, você sabe ser mais racional a passional... Que loucura, o assunto há pouco era o amor, o interior passional, e agora já partimos para a mente, o que ela habita e como ser mais esperto não tendo um coração, e sim um cérebro. Confuso; não? Olhe para o seu próprio umbigo e verá a resposta para todas as suas perguntas...

quinta-feira, 30 de abril de 2009

O Autor Do Submundo (Repostagem)

Ele escreve o destino dos mortos e critica a beleza das paisagens noturnas.

Não foi ele quem fez o destino, ele apenas o escreveu; sua crítica é algo passional à sua forma de viver, na verdade, vive pela crítica, em função dela. Encara o mundo com olhos de cobra, porque quem pisca perde um segundo de tempo, que é mais do que o necessário para poder enxergar o que muitos não conseguem ver. Um segundo dura muito pouco para aqueles que não sabem viver, mas dura o quanto for necessário para que muitos possam enxergar a vida passar diante de seus olhos.

A dura e fria realidade de um submundo injusto é algo a ser discutido, o Autor do Submundo precisa estar em todos os lugares ao mesmo tempo para poder varrer as ideologias tolas de pessoas com a cabeça tão vazia como um pedaço de madeira. Pessoas que neste contexto em que o mundo está atualmente não mais sabem raciocinar, não sabem questionar, nem se quer sabem ouvir direito o que muitos querem lhe explicar; parecem mais máquinas sem sentimento, robores programados para viver uma vida normal, drástica - no caso do submundo - e em função de donos, que mandarão nessas pessoas como se elas fossem propriedades suas.

Não é preciso acreditar em um ser superior para poder ser uma pessoa melhor, que ajuda a outra, que se sacrifica para poder ser compreendida, para poder passar seus sentimentos e conhecimentos; não é preciso crêr, basta querer fazer deste mundo algo mais confortável e confiante de se viver.

O Autor do Submundo às vezes não dorme de preocupado com a vida, não sabe o que é preciso ser feito para mudar a mente de quem não sabe amar, não gosta de ver pessoas maltratando o planeta, não consegue compreender o que se passa na cabeça de um sujeito que diz que Deus lhe dará o que precisa e que não vai se preocupar com nada.

Não foi ele quem fez o Submundo, ele apenas vive nesse contexto.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

No Inferno

Eu estava cercado de gente hipócrita: à minha esquerda, um charlatão; à minha direita, um homem com cara de bonzinho, mas com patas de bode; às minhas costas, um grupo de garotas que desejavam não estar ali, mas estavam pagando por seus pecados de prostituição, avareza, cobiça e inveja; à minha frente, um vendedor de lotes no céu...

Por que eu estava ali?

Que mal havia feito eu ao tão poderoso Deus?

Talvez eu estivesse ali porque um dia eu perdi a fé, a fé que alimenta os pobres e sufoca os sanguinários, a mesma fé que faz com que um ser humano não mais seja sujo, a fé que traz-nos a paz e invade nossas casas, fazendo-nos esquecermos que odiamos nossos próximos, os mesmos próximos que deveriam ser nossos irmãos...

Se a vida não fosse como a vida é, talvez nós fossemos mais abertos para pensar, porque talvez, durante nossa vida, oa vivo, nós não podemos perder tanto tempo para raciocinar, senão o tempo nos devora e com ele vai nossa 'felicidade'.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Sociopata

Vendo minh'alma,
Entrego a dor aos culpidos,
Exagero no modernismo,
Sacrifico a minha morte.

Quem pudera salvar Dahli?
Eu pude ver; não quis sentir,
Maldito seja aquele
Que de mal diz o que não pode.

Vejo o sol do fim de tarde;
Salve as idéias de uma poesia!
Quebro o fruto da minha categoria,
Sorte daquele que soube saber...

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

O Sonho

Ontem eu tive um sonho, um sonho esquisito... Sonhei que várias pessoas sofriam pelo simples fato de estarem vivas; sonhei que o mundo vivia sob pressão de um pedaço de papel estúpido e sem valor; sonhei que vários animais estavam sumindo por conta de outro ainda mais animal; sonhei que os mais ricos se tornavam pobres e os mais pobres se tornavam mortos; sonhei que a vida não mais era uma ópera e sim um tilintar de colheres sobre a mesa; sonhei que pessoas se vendiam a preço de banana; sonhei que mães desejam não mais ter filhos e os jogavam no inferno; sonhei que Deus não existia e que o Diabo era um vendedor de maçãs...

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Prêmio Meme: Olha Que Blog Maneiro!

Mais um prêmio para O Autor Do Submundo... Mais uma vez pela indicação do velho e bom Emanuel Ferreira do Blog TABERNA BLOG.
O Autor Do Submundo agradece mais uma vez a consideração.



Como sempre há algumas regras depois de receber o prêmio:

01. exibir o selo do prêmio (como sempre).

02. postar o link do blog que te indicou: http://blogtaberna.blogspot.com/

03. Indicar mais 10 blogs de sua preferência para receberem o prêmio:
-GRUPO MÃOS
-OPINE NO BLOG
-O argonauta
-Nada que Acontece
- TABERNA BLOG
-um mundo anônimo?
-tudo com nαdα
-Superando abusos
-Derrubando muros
-Aaaah jovem tolo!!

04. publicar as regras...

05. notificar os seus indicados de que foram indicados...

06. confirir se os blogs indicados repassaram o selo e as regras...

07.
enviar sua foto ou de um(a) amigo(a) para o e-mail olhaquemaneiro@gmail.com juntamente com os 10 links dos blogs indicados para verificação. Caso os blogs tenham repassado o selo e as regras corretamente, dentro de alguns dias você receberá 1 caricatura em P&B.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

O Burguês Mascarado

Ele não tinha um nome, chamavam-lhe apenas de Burguês; usava várias máscaras durante o dia, máscaras daquelas invisíveis a olho nu e que apenas os mais espertos poderiam ver.

No dia-a-dia tirava suas máscaras em momentos mais convenientes, momentos que para ele eram oportunuos: na cama, no banho, na mesa, na hora de ser chato...

Com o passar do tempo, foi se esquecendo do local onde guardava suas máscaras, passou a usar tantas, que ficou difícil decorar todos os específicos lugares que as escondia.

Num dia próximo saiu de casa, como não fazia há meses e, claro, sem as máscaras que por ventura perdera; pessoas e pessoas viram seu verdadeiro rosto, rosto que assustou as pessoas, rosto o qual se parecia com o do homem que destruira muitas famílias, inclusive a daquelas pessoas e pessoas que o viam agora.

O Burguês sentiu-se um monstro sem as máscaras, um monstro com olhos de ladrão, um monstro com olhos de assassino, um monstro cuja fala não mais era mansa, e sim áspera, áspera como o barulho de granizo a perfurar telhados...

Prêmio Meme: Esse Blog Vale Ouro

O Autor Do Submundo fica feliz em receber mais um prêmio, na verdade dois do mesmo, o Prêmio Meme: Esse Blog Vale Ouro, indicados pelos magníficos autores Giuliana - Nada que Acontece - e Emanuel - TABERNA BLOG -; O Autor Do Submundo agradece.




Existem algumas regras para quem recebe tal prêmio:

01. link de quem te indicou: http://nadaqueacontece.blogspot.com/; http://blogtaberna.blogspot.com/

02. contar 6 fatos aleatórios de sua vida:
- sou skatista há 8 anos;
- toco violão há 5 anos e canto há 3 anos;
- aprendi gramática sozinho, lendo livros;
- sou apaixonado por música, principalmente rock'n roll;
- tenho um cãozinho de 13 anos chamado Dick - meu companheiro há anos;
- quero fazer faculdade de Letras e estou estudando para o vestibular da Universidade de Brasília.

03. indicar 6 blogs para o Prêmio Meme:
- O argonauta
- TABERNA BLOG
- GRUPO MÃOS
- A Bailarina (da autora Giuliana, que me presenteou com o prêmio - não é puxa-saquismo, gostei muito da idéia)
- OPINE NO BLOG
- um mundo anônimo?

04. avisar aos 6 blogs que eles foram indicados ao prêmio.